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02/11/2016

CRÍTICA: DOUTOR ESTRANHO SEGUE A RECEITA DOS FILMES DE HERÓIS COM UMA PITADA DE INOVAÇÃO NO ROTEIRO

Desta vez as cenas principais do filme acontecem no campo místico. Temos, finalmente, um herói humanizado.

Diferente dos demais roteiros de heróis já produzidos pela Marvel, Doutor Estranho explora um ambiente em que nenhum outro salvador do planeta sequer já esteve: as batalhas são místicas e no campo de outra dimensão, onde o palpável é construído e desconstruído com a força da mente. Em busca da cura do corpo físico, o neurocirurgião de sucesso, Stephen Strange, acaba descobrindo uma nova porta para a sua alma. Até aí um ponto inovador para tais histórias.

O roteiro envolto do misticismo reafirma que matéria e espiritualidade estão diretamente interligadas, o que não significa dizer que o herói é todo tempo introspectivo [chato, calmo, complacente], igualmente aos monges ou mestres Avatar [inclusive o contrário pode ser entendido no logo nos primeiros minutos do filme]. Em oposição a esse ponto, a morte é uma realidade próxima para o personagem. Finalmente alguém dotado com poderes retratado de forma humanizada: um homem que salvará o universo que precisou ser atendido enquanto estava ferido.

Stephen se destacou pela rapidez no modo como desenvolveu suas técnicas espirituais, o que, no filme, é acessível a qualquer pessoa. Por o herói ter poderes semelhantes ao do vilão, as batalhas tiveram que ser vencidas por estratégia, inteligência e velocidade. Falando em batalhas, o efeito psicodélico quando os personagens estavam na realidade espelhada ficaram ainda mais excelentes no 3D. O domínio sobre o tempo foi outro ponto chave e criativo para a narrativa.

No mais, Doutor Estranho tem o que não pode faltar em um filme de super-herói: personagem principal com vida comum e que nunca se imaginou salvando o mundo; um vilão que se rebelou contra o sistema e agora quer vingança a todo custo; um romance entre o protagonista e uma personagem coadjuvante que em muitos momentos aparece como coringa do roteiro.

O novo filme da Marvel é completo, cômico [até quando não deveria ser], envolvente e com um elemento que outras filmagens da empresa pouco explorou: a força do herói estava alojada o tempo todo dentro de si. Acredito que essa seja a mensagem principal do filme.

17/06/2016

CRÍTICA | COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ

Filme romântico, que não se apega aos clichês tradicionais.



A receita de bolo de um filme romântico é simples e todos já conhecem: duas pessoas de mundos diferentes se apaixonam, vivem momentos intensos e únicos, acontece algum conflito que atrapalha a felicidade do casal, eles superam os problemas com a ajuda da melhor amiga e vivem felizes para sempre. Por sorte, Como eu era antes de você traz uma narrativa aquém desse feijão com arroz: é um romance sutil, leve e com o toque de realidade que emociona e gera profunda apatia do público.

O roteiro de Jojo Moyes, adaptação do livro também escrito por ela, conta a história do aventureiro Will Traynor (Sam Clafin). Após um acidente ele acaba tetraplégico. Por depender totalmente das pessoas, torna-se um homem amargurado, irônico e de difícil convivência. Will tem personalidade semelhante ao Christian Gray, de Cinquenta Tons de Cinza, no que diz respeito ao amor à vida, ao dinheiro, às mulheres e às aventuras. Até que Louisa Clark (Emilia Clark), jovem do campo, sem muitos atrativos, sem expectativa de vida e sem nenhuma qualificação é aceita para trabalhar como cuidadora de Traynor e colorindo de alguma forma sua existência.

O primeiro ponto de reflexão explorado pela narrativa é a preocupação em mostrar que os limites vividos por um cadeirante podem ser superados. O segundo, e não menos importante, é o retrato real da eutanásia. Uma pessoa pode, sim, decidir parar de viver por motivos de limitações físicas, sem que isso seja caracterizado como suicídio.

O terceiro ponto e grande diferencial da história é que o amor pode certamente nos fazer felizes por alguns momentos, mas que em nada muda o curso da nossa história ou nos torna uma pessoa diferente. A lição dada pelos personagens principais é que a relação de um casal se alimenta da vontade de fazer o outro se sentir bem, sem esquecer que sua individualidade interfere diretamente na vida do outro e é aí que decisões que parecem egoístas devem ser tomadas.

Esses elementos interligados fazem de Como eu era antes de você um romance atual, realista, que não se apega aos clichês, certamente irá agradar aos fãs do gênero. Quem leu o livro irá sentir falta de alguns detalhes que enriquecem a história, mas é importante lembrar que a própria autora da obra fez a adaptação do roteiro, então a semelhança é maior que o convencional.

Serviço - Como eu era antes de você está em exibição no Cine Star, em Imperatriz, no Tocantins Shopping, em quatro sessões: 14h20; 16h30; 19h30 e 21h40, em versão dublada e 2D. O exemplar do livro pode ser adquirido na Livraria Interativa, localizada no primeiro piso do Tocantins Shopping, por R$ 38,90. Os ingressos para o filme podem ser adquiridos pelos seguintes valores: segundas e quartas R$ 12,00; terças e sextas R$ 7,00 (exceto feriados e sessão de pré-estréia); quintas, sábados, domingos e feriados R$ 14,00.

04/06/2014

Resenha - The Normal Heart: conflitos sociais e crítica aos relacionamentos homoafetivos

Uma onda de consciência pelos direitos individuais e coletivos invadiu a sociedade brasileira nesses últimos dois anos - pelo menos é o que se entende quando levado em consideração o número de pessoas que participam de cada protesto no país. Felizmente, ir a público e lutar pelos seus ideais já acontecia há décadas, em especial por um caso particular e que verdadeiramente trouxe mudanças. Motivo? A descoberta de uma doença que matou dezenas de pessoas em pouquíssimo tempo e que se espalhava rapidamente: a AIDS.



Essa temática é abordada no longa “The Normal Heart”, lançado pela HBO filmes no final do mês passado. Ned Weeks, personagem de Mark Ruffalo (ator conhecido por interpretar o incrível Hulk), é escritor e homossexual assumido. Entre festas, sexo ilícito, álcool e drogas, a comunidade gay dos Estados Unidos foi afetada por uma doença misteriosa, causadora de manchas negras na pele e responsável por baixar a imunidade do portador. Já incomodado com o avanço do número de pessoas contaminadas e o descaso do Governo em tentar abafar a descoberta da doença, Weeks tenta mostrar a sociedade o que de fato está acontecendo com os gays, até que o caso vira pessoal quando seu namorado Felix (Matt Bomer) é diagnosticado com a enfermidade até então misteriosa.

O caso dos gays era estudado por apenas uma médica da época, Emma Brokner (interpretada pela incrível Julia Roberts), que intitulou a doença de “câncer gay”. Sua orientação era que os homossexuais parassem de manter relações por um tempo, até que ela ou outros médicos que de dispusessem a investigar o caso encontrassem a forma de tratamento. Os homossexuais se opuseram a essa ideia, alegando a propagação do preconceito e limitação aos prazeres da vida. A partir de então se deu início a uma série de conflitos sociológicos acerca dessa questão.

Além das causas sociais, a lógica dos relacionamentos homossexuais é outro ponto crítico do filme. Há verdadeiro amor entre dois homens? Até que ponto o gay está disposto a se preocupar e cuidar do parceiro, sem que o sexo sustente a relação? Essas perguntas são respondidas negativamente e positivamente no roteiro, da maneira mais cruel, sustentando o drama e deixando a resposta por conta do expectador. Ser gay naquela época tornou-se ainda mais difícil por causa da doença.

The Normal Heart se estabelece como uma construção do gênero drama pouco explorada no cinema. É possível acompanhar não só os conflitos de um personagem principal, como são tradicionais nos filmes dessa temática, mas de toda a gama social na qual ele, o personagem, está inserido, gerando assim outros dramas individuais possíveis de serem acompanhados – o que, logicamente, dá mais dinâmica ao roteiro, tendo que se prender a todos os ângulos da história.

A peça com o mesmo título e que foi base do filme, fez grande sucesso e rendeu um Tony de Melhor Ator Coadjuvante para Ellen Barkin e John Benjamin Hickey, além das indicações de Melhor Diretor e Melhor Ator. O texto, inclusive, teve várias adaptações fora da Broadway, em Londres e Los Angeles, nos anos 1980.

17/02/2014

A infância segundo o filme Ninfomaníaca

Geralmente as crianças imaginam que na vida adulta tudo é um mar de rosas. E às vezes é. Mas o que elas não sabem (e que poucas pessoas já crescidas também não fazem questão de perceber) é que a saúde emocional e sentimental de um adulto depende dos episódios vividos nas primeiras fases da vida. Pelo menos é isso que mostra o filme Ninfomaníaca – Volume 1, que estreou nos cinemas em janeiro deste ano.



Se você já assistiu ao filme esqueça a depravação das cenas de sexo e as imagens dos órgãos genitais – que certamente chamam a atenção e retiram o olhar de quem está no cinema para a real motivação do filme. Perceba que Joe (Charlotte Gainsbourg e Stacy Martin) sofreu na infância com uma mãe que não lhe dava atenção e, sobretudo, orientação. Ela descobriu sozinha seus estímulos sexuais e, a medida que foi crescendo, a carência da maternidade abriram caminhos para o que se tornou vício sexual.

Apesar de ter um pai presente, que lhe contava histórias e a levava a ver o mundo de forma poética e musical, a personagem construiu uma barreira entre suas dúvidas e sua família. O resultado desse embate foi ela se permitir ser vencida pelas dúvidas e desejar alimentar aquilo que se sustentava seu corpo – o sexo. O vício foi conseqüência. O sexo para Joe se tornou refúgio para não sentir dor. O que ela não percebia é que quanto mais tentava fugir das marcas dolorosas da vida, mais ela se prendia àquilo que lhe causa mágoa e tristeza.

Esses pontos nos fazem imaginar que tudo poderia ter sido diferente se houvesse na família da personagem demonstrações de amor entre ela e sua mãe, o que extinguiria o sentimento de rejeição e não impedisse o diálogo tão íntimo dentro de casa. Essas são as reais necessidades das crianças, que precisam ver o mundo sobre a ótica de alguém já experiente, de modo que a construção do certo e do errado seja hereditária e não um aprendizado solitário.

14/08/2013

O novo "Massacre da serra elétrica" fica na mesmice e não agrada

Quando alguém se propõe a refazer uma obra, principalmente se ela for um filme, precisa, sobretudo, ser esperto e ter criatividade para conquistar público. Não dá para evitar a réplica de certos pontos do roteiro, mas cair na mesmice é jogar todo o trabalho no lixo. Em “O massacre da serra elétrica 3D – A lenda continua” (Texas Chainsaw 3D) o diretor John Luessenhop conseguiu abraçar o meio termo dessa questão. O filme tem todos os seus clichês: sustos, sangue e perseguição, o que anima os fãs do gênero de terror. A surpresa e grande sacada de Luessenhop ficou para o final do longa - que não cabe ser dita aqui. Mas, apenas isso. O que era para ser um campeão de bilheteria não conseguiu trazer algo novo à história e se tornou apenas mais um filme da franquia.


27/01/2012

Amizade baseada em sexo

Os atuais diretores de comédia romântica têm apostado em representar o sexo como uma prática meramente física, sem envolvimento sentimental - só prazer, para basear as histórias de amor que configuram os casais do século XXI. O resultado de vários roteiros baseados na mesma premissa é que cabe ao roteirista criar algo que faça com que seu filme tenha um importante diferencial dos demais, e deixar isso bem claro ao público. Amizade Colorida entra na categoria dos filmes que tem um início promissor, mas que se rebaixa ao clichê romântico dos demais filmes americanos da segunda metade ao final. E isso não foi algo ruim, acredite. As relações afetivas são necessariamente baseadas nas físicas ou um “lance” físico pode desencadear uma relação afetiva? Ou ambos? 

A película conta a história de um casal unido pela frustração de relacionamentos anteriores. Mila Kunis interpreta Jamie, uma caça-talentos que mora em Nova York e acaba conhecendo o jovem Dylan, interpretado por Justin Timberlake, candidato para um emprego na revista GQ. À medida que se conhecem, engatam uma amizade que procede aos padrões normais: Ambos decidem manter relações sexuais um com outro como uma espécie de fuga de envolvimentos sentimentais; o sexo é para eles uma prática meramente física. 

É nesse ponto que o diretor Will Gluck apresenta uma característica peculiar dos casais que se submetem a esse estilo de vida. A amizade de Jamie e Dylan é tão forte que até o ato sexual passa a ser mais prazeroso. Um diz para o outro o que gosta e o que não gosta, alimentando assim uma aliança de confiança e verdade recíproca. Aos poucos uma aliança que envolve prazer, carinho e afeto são construídos entre os dois, o que resulta na confusão do que realmente um sente pelo outro. 

Muitos críticos condenam Amizade Colorida por se vender às premissas clichês da uma comédia romântica, o que de fato é verdade. Contudo, a maioria deles deixa de mencionar que as cenas finais do enredo assumem uma dinâmica diferente do esperado pelo público que tem a sensação de saber como tudo irá terminar. O filme é repleto de diálogos curtos, porém inteligentes, envolvidos por um humor simples.

FICHA TÉCNICA 
Diretor: Will Gluck 
Elenco: Emma Stone, Mila Kunis, Justin Timberlake, Rashida Jones, Patricia Clarkson, Richard Jenkins, Woody Harrelson, Nolan Gould, Andy Samberg, Shaun White Produção: Liz Glotzer, Will, Gluck, Martin Shafer, Janet Zucker, Jerry Zucker 
Roteiro: Will Gluck, Keith Merryman, David A. Newman, Harley Peyton 
Fotografia: Michael Grady 
Duração: 109 min. Ano: 2011 País: EUA Gênero: Comédia Rômantica
Cor: Colorido Distribuidora: Sony Pictures Estúdio: Castle Rock Entertainment / Screen Gems / Zucker Productions / Olive Bridge Entertainment 
Classificação: 14 anos

13/06/2011

O amor nunca acaba


Ele é membro do exército norte-americano, com personalidade forte, sofreu por ter nascido em um lar sem mãe e com um pai altista. Ela é universitária, delicada no jeito de ser, apaixonada pela vida e por pessoas. Duas personalidades tão distintas são perfeitas uma para a outra levando em consideração que os opostos se atraem, e nessa condição permanecem sem abalos. Baseado nisso, Querido John (Dear John) merece o título de bom filme não por se basear em mais um clichê romântico e se sustentar na beleza dos atores, mas por terminar sua história de tal maneira que leva o publico a refletir sobre amores e relacionamentos.

John Tyree (Channing Tatum) e Savannah Curtis (Amanda Seyfried) se conheceram ao acaso. Foi amor a primeira vista! O tempo de duas semanas foi suficiente para que um conhecesse profundamente o outro e logo fizessem juras de amor eterno. John retornou para sua missão no exército e o único meio de comunicação entre o casal foram as cartas, onde trocavam informações sobre o seu dia-a-dia e o estado do seu coração. Muito tempo se passou e o relacionamento dos dois foi abalado. Contudo, o amor que existia entre eles permaneceu até o fim.

Querido John surpreende em tratar do sentimento amor nas variadas condições de relacionamento - entre amigos, entre pai e filhos e até entre ex-namorados – de uma maneira forte e firme, que  independe dos acasos da vida. Para quem ainda tem dúvidas sobre o que significa esse sentimento e procura esclarecer algumas questões abertas em sua vida sentimental, esse filme é uma ótima pedida. O amor jamais acaba, apenas varia de intensidade conforme se leva o relacionamento.


Lançamento: 2010 (EUA)
Direção: Lasse Hallstrom
Atores: Channing Tatum, Amanda Seyfried, Richard Jenkins, Henry Thomas.
Duração: 105 min
Gênero: Romance

31/05/2011

Livre para não pensar!


Como será viver em um mundo onde o seu dia-a-dia é completamente monitorado por um governo totalitário e onde o ato de pensar e construir ideias são considerados crime mortal? Uma sociedade assim foi imaginada de maneira inteligente por George Orwell, pseudônimo do jornalista inglês Eric Artur Blair, e resultou em uma das suas obras mais famosas, 1984 (Nacional, 2005, 300 páginas, tradução de Wilson Veloso), publicado em 1948.

Orwell foi um dos primeiros autores a utilizar da técnica do jornalismo literário em seus livros, onde o real é contado de maneira aprofundada, com uma narração que usa e abusa da descrição dos fatos. Às vezes sendo entediante nas descrições, ele nos conta com certo romantismo a história de Winston Smith - um homem que, mesmo trabalhando para um governo que monitora através de um aparelho o cotidiano das pessoas, foi capaz de correr riscos para tentar viver em uma sociedade onde o pensamento era livre, não escapando das monstruosas consequências de uma rebelião.

Os 23 capítulos foram escritos fazendo o leitor associar com clareza a vida do personagem principal à dinâmica da sociedade da época, diferente do que acontece no desastroso filme escrito baseado no livro, dirigido por Michael Radford e lançado no ano de 1984. Se Orwell atentou-se para a clareza da informação e para ordem cronológica dos fatos, tudo isso foi esquecido por Radford. Quem assiste ao filme é privado de certas informações cruciais para entender a história, fato que em nenhum momento o jornalista inglês deixou de fazer.

A sensação que se tem ao ler o livro é de estar completamente inserido dentro dos acontecimentos, sentindo na pele como é ter que viver se policiando para não demonstrar vestígios de ideias que contrapõe as do governo. A narração brilhantemente construída para que o leitor reflita sobre até onde alguns homens foram capazes de lutar a favor da tão sonhada liberdade de pensamento e as suas duras consequências.

Meu povo, essa foi o texto que vai salvar ou destruir minha vida em uma disciplina da faculdade. Tenho que tirar nele nota máxima, senão tô praticamente reprovado. Mas em nome de Jesus vai dar certo.
Bom, quero agradecer as 40 mil visitas nesses exatos 1 ano e 5 meses de blog. Obrigado a quem sempre me visita, fiz grandes amigos aqui.
Bom, no mais é isso. Se cuidem ;***

19/04/2011

Quebrando tabus: curta-metragem conta a história de um menino cego e homossexual


Eu Não Quero Voltar Sozinho” é mais um curta-metragem brasileiro que veio para quebrar vários tabus na sociedade. Voltado para a temática da adolescência, a tão famosa fase de descobertas, o roteiro de Daniel Ribeiro conta a história de Leonardo (Ghilherme Lobo). Ele nasceu com deficiência visual e na escola vive sob os cuidados da amiga Giovana (Tess Amorim). Sua rotina é abalada com a chegada de um aluno novo na sala, o Gabriel (Fabio Audi) - aos poucos eles se aproxima do outro e, de uma amizade simples, nasce um amor puro.

A jogada da direção foi fazer com que o personagem Leo aceitasse suas limitações físicas e suas preferências sexuais de maneira natural, sem se questionar o porque das coisas terem acontecido; ele simplesmente era assim e iria viver assim. Em um determinado momento, quando ouve um comentário do amigo que diz que nao iria saber lhe dar com a cegueira, ele afirma: "Você iria se acostumar". A homossexualidade é tratada de uma maneira simples, sem o “espetáculo” mostrado por algumas novelas.

Já existe um projeto que visa transformar o curta em um longa-metragem: “O roteiro já está pronto, só falta alguém para financiar o projeto. Não tem mistério. A estrutura será parecida, só vamos estender a história”, informa Daniel. O curta tem duração de 17 minutos e estreou em julho de 2010 no Festival Paulínia de Cinema, em São Paulo, onde recebeu três prêmios de melhor filme: Júri Oficial, Júri Popular e Crítica.

Este ano o filme foi exibido durante a 14ª Mostra de Cinema de Tiradentes, em Minas Gerais, e foi ovacionado por todos que assistiram durante o festival pela simplicidade da história e a maneira leve que o diretor conduziu toda a temática. No youtube o curta já ultrapassa 200 mil acessos.

Assista ao curta!



Fonte: Café com notícias

24/02/2011

Heróis de vidro

Irmãos? Sim, na verdade, são gêmeos. Gêmeos não, clones! Essa é a única explicação pra tamanha semelhança. Um era jornalista, usava um óculos quadrado e era apaixonado por uma donzela. O outro também. Do nada um começou a salvar pessoas inocentes que entravam em perigo. O outro também. Um era bonito, educado e atrapalhado. O outro também. Em 1978 nascia o personagem Clarck Kent. Em 1991 nascia o personagem James Pimentel.  A separação por mais de 30 décadas não foi suficiente para que ambos lutassem por aquilo que pensam ser o mais importante no mundo: arriscar sua vida para salvar outras.

Muitas pessoas se levantaram para apontar grandes diferenças entre os dois. A pior de todas era “O Clark sabia voar”. Às vezes James se sentia mal por isso. Mas com o tempo ele foi aprendendo que nem sempre voar é sentir o vento no rosto.

Com a força da mente James era livre. Passeava por todos os lugares, contemplava grandes aventuras e vivia intensamente todos os momentos. Não tinha asas, mas os seus sonhos o levavam as alturas. Aonde ele chegava as pessoas primeiramente não iam muito com a sua cara, mas aos poucos se deixavam levar por seu jeito alegre, sempre sorridente e mega desastrado. Assim também acontecia com Clark.

Existia uma tal de kryptonita que impedia o herói dos filmes usar seus poderes. A limitação de James era ser sufocado por pessoas que não tinham a mesma visão de mundo que ele. E pode ter certeza que muitos foram assim! Mas nada impediu que Clarck, usando seus dons, salvasse pessoas. James tentar fazer com que seus sonhos e suas feridas sejam exemplo de cura e vida para outros. E assim, tanto no filme Superman como na vida real, ambos continuam fazendo seus papéis para salvar o mundo.

Iaê minha galera linda. Bom gente, essa é a minha pauta pro Blorkutando dessa semana. Estou de viagem amanhã ok? Volto na segunda com algumas novidades. By by!

22/02/2011

Drama fracassado

O sofrimento, quando incubado, pode alterar drasticamente nossas demais emoções – esse é o argumento central do longa adaptado do livro de Nick McDonell e escrito por Jordan Melamed, “Twelve”; ou pelo menos era pra ser! O filme inicia com as memórias do jovem Mike White, interpetado por Chace Crawford. A morte da mãe ocasionou no garoto uma depressão, o que o levou a abandonar o colegiado e entrar no mundo das drogas. Logo nos primeiros minutos, a impressão é de estar assistindo a mais um episódio da série “Gossip Girl”, não só porque o ator principal teve participação em ambos os trabalhos, mas, também, pela trama se passar em uma espécie de Manhattan, com patricinhas ricas a procura de amor e sexo pelas noites iluminadas da cidade, pessoas viciadas em drogas e com graves oscilações de comportamento. O próprio Mike vivia assim; seu suicídio interno era não colocar pra fora todo o sofrimento que a mãe deixou ao partir. E só! Somente isso! Ele é o ator principal, mas aparece mais como coadjuvante. Em suas cenas, ou ele estar se deleitando sobre a melancolia da perda, ou comercializando droga com alguém.

A fotografia do filme é impecável, nada se pode reclamar. Porém o laço que une os personagens por diversas vezes fica impossível de entender. Em muitos momentos acontece algo que deixou de ser explicado e o diretor não retoma aos pontos principais da trama. O final é que salva um pouco o filme. Uma espécie de “limpeza” acontece e muitas pessoas improváveis morrem. Twelve passou longe de ser um verdadeiro drama e o foi um dos piores filmes que já vi. A sensação de vazio ficou em mim quando acabei de vê-lo, mas confesso que só me decidi assisti-lo por causa do Chace Crawford. Ele está vivendo um bom momento como ator, mas deixou muito a desejar em seu desempenho nesse filme. Mike White e Nate Archibald (personagem de Crawford na série Gossip Girl) vivem praticamente os mesmos dramas e o ator usa da mesma performance para interpretar os dois. Lamentável!

31/01/2011

A cura do coração

"As vezes temos que nos afastar das pessoas que amamos. Mas nem por isso o nosso amor por elas é menor".

A diretora Julie Anne Robinson catalogou o filme “A última música” (The Last Song) em gênero dramático e esse foi o primeiro dos grandes erros que o filme trás em seus 107 minutos de “apaixonite aguda”, rebeldia, falta de compreensão, “final feliz” e dependência emocional – características marcantes de mais um romance clichê da Walt Disney.

O roteiro deixou a desejar, uma vez que na sinopse gera-se uma expectativa na “cura” do relacionamento de uma filha que guarda grandes mágoas desde que o pai se separou da mãe. Basicamente o que se vê é uma adolescente mimada, que não sabe lhe dar com os seus sentimentos e não têm maturidade suficiente para enfrentá-los, buscando de certa forma livrar-se dos mesmos, mas de uma forma errônea e infantil.

Ronnie Miller (Miley Cyrus) é enviada por sua mãe (Kelly Preston) para passar alguns dias na casa do pai (Greg Kinnear), que está separado dela há três anos e vive em uma cidade praieira. Lá, Ronnie conhece uma nova paixão, Will (Liam Hemsworth), que a faz perceber que a vida tem suas curvas e cabe a nós superá-las com força de vontade e determinação, sem se machucar mais ou magoar pessoas.


Desde pequena, Ronnie é ensinada pelo pai a tocar piano, um talento que tentou enterrar junto com as boas lembranças da sua infância. A paixão por Will fragilizou seus sentimentos deixando-a aberta ao amor que seu pai sempre tentou lhe mostrar, mas que nunca havia encontrado oportunidade.

O fim do longa não é surpreendente, no meio do filme já sabe-se o fim. Contudo, quem tem um senso de espírito melancólico, digno dos livros de Meg Cabot e dos romances adolescentes em geral, com certeza irá derramar lágrimas durante a exibição.

A atuação de Miley Cyrus é equivalente ao de Robert Pattinson no filme Lembranças – fraca para o peso do personagem, sem expressão facial alguma e que deixa o roteiro, que tinha tudo para ser fenômeno cinematográfico, em algo sem vida. Contudo, os demais atores suprem essa carência.

Porém, apesar de tantos erros, a fotografia de John Lindley usa e abusa dos lindos cenários da praia onde o filme foi gravado, utilizando de poucos efeitos especiais e fazendo com que a realidade da cena tivesse um tom maior de romantismo com a natureza bela e pura, e isso em praticamente todas as cenas.

No fim é um filme que vale a pena assistir. Nota 8,0.

Assista ao Trailer

22/01/2011

Por quê?


- Eu te amo tanto!
- Por que você me ama?
- Porque você é meu. Porque eu vejo a luz do sol nos teus olhos. Porque quando eu te toco me sinto mais homem. Porque sou protegido pelo teu abraço. Porque não existe mais ninguém como você no mundo.
- E isso é suficiente?
- Acredito que sim. Mas não importa!
- Por que não?
- Porque você está aqui agora. E é isso que me faz feliz.

Como a Clarinha, eu também adoro diálogos. Vou fazer do blog um pequeno Tumblr as vezes. Até a próxima povo!

12/01/2011

Rebeldia Sexual



Não me esconder. Viver... Me drogar... Transar... Amar... Usar camisinhas... Esta é a minha forma de protestar”. Grandes Mentiras é um filme que aborda a contemporaneidade de uma juventude rebelde, com ênfase na complexidade dessa fase da vida. O título se torna subjetivo ao transformar de forma crua os devaneios de um grupo de jovens que se prepara para curtir o verão da melhor maneira possível, segundo as suas visões. Uma vez que não há nenhum acontecimento central ou um simples fio em que possamos entender a história, o longa desperta uma curiosa atenção no modo em que trata a sexualidade dos personagens.

Sexo é a melhor demonstração de amor? Deixar-se levar por esse sentimento ou lutar para conquistar aquilo que o coração manda? Festas, drogas e sexo – sob esse tripé se sustenta a vida de todos os personagens. Há a garota indecisa, que sofre por não deixar fluir aquilo que exalam os seus hormônios, e quando o faz, perde as diretrizes e se lança em um amor que a faz descobrir um mundo desconhecido.

Há ainda o músico frustrado que transa com todas as garotas e magoa o coração daquela que o ama, que por sua vez, foi capaz de trair a sua própria amiga para viver esse romance. Pablo aparece duas vezes no filme somente para manter relações com Sônia e depois some misteriosamente. Ela mantém sua vida sem permitir a aproximação de muitas pessoas e sobrevive da venda de pastilhas de êxtase.


Toni é apaixonado pelo seu melhor amigo, Nico, e faz de tudo para agradá-lo, até mesmo topa a loucura de vender drogas. Entre olhares e indiretas, Nico não dá brechas para que ele demonstre seus sentimentos. Cansado por viver as dores de um amor proibido, ele se entrega ao sexo sem compromisso e ao delírio das drogas. Até que um desfecho brilhante, mas sem lógica, acontece.

A premissa principal é percebida quando o filme chega ao fim – os jovens da atualidade contemplam a sua liberdade de forma promíscua, se agarrando aos instintos e se deliciando naquilo que a idade permite. A fotografia peca muitas vezes, não obstante, não houve significado claro ao uso de fundos escuros em algumas cenas. As expressões de dor e sofrimento também deixam a desejar. No fim de tudo, contempla-se o recado do filme: as escolhas da vida sempre são um caminho sem volta.

Mentiras Y Gordas (Espanha, 2008)
Direção de Alfonso Albacete e David Menkes
Roteiro de Alfonso Albacete, David Menkes e Ángeles González Sinde
Com Mario Casas Ana de Armas, Yon González, Ana María Polvorosa, Miriam Giovanelli

05/10/2010

Verdadeira homossexualidade?

Os dogmas religiosos estão cada vez sendo mais questionados pelo cinema. A mais nova produção que se sustenta nesse pilar é do diretor Haim Tabakman, “Pecado da carne(Eyes Wide Open). O título já dissolve o posicionamento do longa quanto ao assunto, trabalhado com uma delicadeza ímpar e que tenta difundir a realidade ou simplesmente fundamentar-se naquilo que ocorre com mais frequência na sociedade.

A homossexualidade é um desejo construído ou é algo que já nasce dentro do indivíduo? Aaron Fleishman (Zohar Strauss) é morador de um bairro ultra-ortodoxo em Jerusalém. Administra a herança do pai, um açougue de comida kosher – a única comida que pode ser consumida pelos judeus – e cuida dos seus quatro filhos.

A rotina observadora dos costumes de Aaron é abalada com a chegada do estudante Ezri (Ran Danker) que consegue um emprego no açougue dele – sabe-se lá como. Eles começam a passar muito tempo juntos, cada vez por períodos maiores, e um laço de amizade é estabelecido. É a partir daí que os verdadeiros conflitos do longa surgem.

Se lançar em um amor puro e verdadeiro, desconstruir sua verdade, questionar sua própria conduta ou viver enclausurado na tristeza por não ceder à vontade dos seus sentimentos? Os cárceres mentais são explanados de uma forma pura no personagem Aaron. Como conviver com a dúvida dos desejos? Correr atrás da sua felicidade proibida ou continuar trilhando um caminho obscuro?


A homossexualidade é tratada nas religiões mais conservadoras como um pecado mortal, por isso a direção demonstra uma grande ousadia em diluir a história no ambiente ortodoxo. Diferentemente do longa brasileiro “Do Começo Ao Fim”, que mostra um amor homossexual surgido do nada, construído do nada - logo sem verdade - os conflitos existenciais de quem porta esse sentimento são mostrados de uma maneira crua e sempre permanecendo imparcial quanto as idéias.

Nada tem no filme que prenda a atenção. A história em si, por mais batida que seja, é encarregada dessa tarefa. Os atores estão irreconhecíveis pelo visual típico dos judeus. Esse é o primeiro longa produzido por Tabakman e já rendeu a seleção para a mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes em 2009 e o título de melhor ator para Zohar Shtrauss. 


01/10/2010

Melodrama musical

Os dramas americanos perpetuam seus padrões, até mesmo em um longa que tendênciava ao menos uma pequena mudança no conflito central. Se ela dança, eu danço 3D (Step UP 3D) é nada mais que uma re-produção da franquia. O roteiro é praticamente o mesmo dos demais: o jovem rebelde dançarino que conhece a princesa bailarina; quase como se fosse um Avatar, com as mesmas expectativas por ser gravado em alta tecnologia, mas que deixa a desejar. O diferencial é que o personagem Luke (Rick Malambri) é, além da dança, apaixonado por cinema.

Luke vive para defender uma casa onde ele reúne os melhores dançarinos das ruas de Nova York. Acontece que seus pais, também dançarinos, costruíram aquele império, e ele acreditava que era a sua obrigação carregar nas costas o sonho deles. Por conta disso, acaba se esquecendo que não é um ser programado para viver no lugar do próximo e deixa de buscar os seus próprios desejos. Vale a pena se reprimir e desacreditar em si para dar continuidade ao sonho do outro?

Em meio às batalhas de dança ele conhece Natalie (Sharni Vinson). Ela é enviada pelo seu irmão que deseja comprar em um leilão o casarão dos pais de Luke e por isso permite a sua aproximação. Mas, como já é previsível, ela se apaixona verdadeiramente por ele e acaba fugindo, tanto por medo de enfrentar a verdade da sua paixão como de aceitar a cruel realidade que eram suas motivações. Uma reviravolta na história, também já prevista, acontece, e o final acaba sendo o esperado.

Todo esse conflito é pano de fundo da principal intenção do filme: mostrar os duelos coreografados entre “gangues” de rua. Por esse ângulo, o longa se mostra inovador no método que a dança é mostrada, seduzindo os amantes dessa arte.

Se ela dança, eu danço 3D é o primeiro filme a ser de fato filmado em 3D, um fenômeno tecnológico crescente que até agora havia sido reservado a filmes de grandes orçamentos e conceitos elevados, além de ser o primeiro de dança construído por laços dramáticos. A fotografia é promissora. O diretor ousou em fazer de algumas cenas as gravações da câmera de Luke.

A atuação de Rick Malambri – estreante no gênero – e de Sharni Vinson – estreante como atriz – não supriu o pedido do roteiro. Na verdade, o renovo do elenco, característica da franquia, peca em tornar o filme carente de um verdadeiro drama. Fica claro que a direção optou em satisfazer o lado artístico da dança.


Fonte: Cine Pop

14/09/2010

Casos de família

É rara a abordagem de temas familiares com uma dinâmica semelhante a do longa-metragem Sei Que Vou Te Amar (The Black Balloon). Com um título sem atrativos, o filme coloca em cheque a trajetória de um jovem responsável temporariamente por sua família. Aparentemente um roteiro batido; mas a direção de Elisa Down deu um sabor especial a essa temática com os questionamentos da coação gerada pela apimentada fase da adolescência.

Rhys Wakefield dá vida ao personagem Thomas Mollison. Ele é um garoto de 16 anos de idade que faz jus aos estereótipos dos rapazes da cultura ocidental, vivendo a deliciosa fase das descobertas. Ser aceito na escola nova, a primeira namorada, ouvir rock e curtir a vida são os planos de qualquer garoto dessa idade. Entretanto, sua mãe fica confinada por conta da gravidez, e contra a sua vontade ele é cotado para cuidar do seu irmão mais velho.

Charlie Mollison, interpretado por Luke Ford, é o primeiro filho do casal. É portador de autismo – uma alteração mental que impossibilita o indivíduo de se comunicar, estabelecer relacionamentos e de responder apropriadamente ao ambiente – e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) – doença caracterizada por sinais claros e repetitivos de desatenção, inquietude e impulsividade. Por conta dessas enfermidades é carente dos cuidados integrais de alguém.

Até onde os laços familiares interferem na condição sócio-mental do indivíduo? Envergonhado pela situação do irmão mais velho, ele sustenta a idéia que um dia Charlie voltará a ser normal; um delírio de um jovem angustiado por ser cercado de pressões emocionais. Entretanto, em sua festa de aniversário, todo sentimento de desonra causada pelo “filho problema” fluíram entre as veias de Thomas se derramando em cólera; o ápice do desespero toma conta dos seus sentidos: agora ele entrava em estado de ebulição pela dor de ter um irmão enfermo. Choro e gritos invadem de surpresa o lar que antes camuflava todos esses sentimentos.

Ao mesmo tempo em que vive corroendo a ferida da necessidade de aceitar o irmão, Thomas inicia o processo de descoberta da afetividade no sexo oposto. Jackie (Gemma Ward) preenche o espaço dilacerado em sua vida sendo uma luz de esperança em meio a uma tempestade.

A fotografia de todos os ambientes dá ao filme a sensação de estar na sociedade de 20 anos atrás, onde toda essa problemática ainda era inacessível pela maioria. Rhys Wakefield dá um espetáculo de dramaticidade encarando a delicadeza das cenas de amor e a acidez das cenas de opressão. O fim do filme reserva uma reviravolta na sensibilidade de Thomas ao perceber que seus sentidos catalisam algo em proporções maiores que são. 


10/09/2010

Novo filme traz novas polêmicas sobre padres

Questões sobre religião vêm sendo aos poucos exploradas pelo cinema, e sucessos como “O Código da Vince” consagraram o assunto como um dos mais polêmicos e abrangentes da sociedade, tanto pelos mistérios que o envolvem, quanto pelas inúmeras incertezas recorrentes pelo mesmo. O faroeste vampírico Priest (Padre) é o novo longa com essa temática e tem estréia prevista para maio de 2011.

Paul Bettany viverá um padre que resolveu desobedecer às ordens da Igreja e sai à caça de vampiros e demônios. Mas, quais as consequências da falta de obediência? Vale a pena largar a batina por ideiais? Amor ou Vício?... são também questõs vividas pelo seu personagem. Em um determinado momento ele passará a ser perseguido tanto pelas criaturas malignas quanto pelos seus superiores, que o caçam por desrespeitar o código de conduta.

Em entrevista para a MTV, Bettany fala sobre seu personagem em Padre: "É um homem que tomou a decisão de ir além e ser treinado para a guerra, e por causa de tudo o que ele passou é impossível ter uma vida normal, na sociedade. Ele mesmo acha isso difícil", conta. "Quando surge a oportunidade de fazer o que ele sabe, ele se agarra a isso. É difícil quando você é realmente bom em alguma coisa - neste caso, assassinatos - e não querer praticá-la", finalizou.

O filme também renova o ciclê sobre vampiros. Sobre isso, Scott Stewart, diretor do filme, afirma: "Nossos vampiros são letais e perturbadores, ao contrário dos adolescentes angustiados de Crepúsculo e dos vampiros sensuais de True Blood. Esses são metáforas, os nossos não".
O primeiro trailler do filme foi lançado. Clique aqui e assista.
Fonte 



BOMBA: Padre é preso com dinheiro ilegal na meia

O administrador dos bens da Cúria e pároco da Igreja Católica de Copacabana, monsenhor Abílio Ferreira da Nova, 77 anos, foi preso domingo (05/09) à noite pela Polícia Federal (PF) quando tentava embarcar para Portugal com 52.895 euros (R$ 115.898) e 778 dólares (R$ 1.342) escondidos em bagagens e, segundo agentes, até dentro das meias.

Na mala, foram encontrados 45 mil euros camuflados entre roupas, latas de goiabada e material de higiene pessoal. Na bagagem de mão, havia mais euros e dólares. Os agentes perceberam que o suspeito era padre pela roupa que estava vestindo e na revista às malas. Eles se surpreenderam ainda mais com o fato de que Abílio também teria escondido notas de dinheiro nas meias

Em nota, o ecônomo lamentou “o erro de não ter informado, previamente, que estava de posse das economias” e garantiu que o dinheiro era parte de economias pessoais, adquiridas ao longo de sua vida, e que a procedência está declarada. Após o episódio, a Cúria Católica informou que Abílio será substituído do cargo e que ele já havia pedido a renúncia desde maio.

Fonte

06/09/2010

Como superar o passado?

É como quando alguém entra na sua vida e metade de você diz: você ainda não está preparado! Mas a outra metade diz: faça ela ser sua pra sempre! Sobre a premissa de viver torturado pelas marcas do passado e tentar fazer a qualquer custo tudo diferente para um futuro incerto, o longa Remember-me (Lembranças) é um espetáculo dramático ao incidir o público a vasculhar sua alma e trazer a tona os traços distorcidos da sua própria história. O roteiro de Allen Coulter é construído na ótica do cruzamento de duas vidas marcadas por dores e frustrações, focalizado na história do personagem de Robert Pattinson, Tyler Hawkins. Jovem irônico, baldado e enclausurado em sua mente. Fã de livros, cigarros e pensamentos de Gandhi. Sua vida gira em torno na doentia proteção de sua irmã mais nova, Caroline Hawkins. Vítima de bullying na escola, a garota sofre pela ausência do pai. Tyler teme que ela siga o mesmo destino do seu irmão mais velho, que cometeu suicídio aos 22 anos; motivo do qual o relacionamento com o seu pai, Charles Hawkins, é repleto de conflitos. Divide apartamento com um amigo que lhe envolve nas mais inusitadas confusões.

Tyler tem um romance com Ally Craig, interpretada pela atriz Emilie de Ravin. Ela testemunhou o assassinato da mãe com apenas 11 anos em um metrô. Mora com o pai policial e ambos são torturados pela dor da impunidade do crime no qual não puderam interferir. As cenas de diálogo entre o casal exalam o que cada um sente na real perspectiva do que seriam essas tais “lembranças”, refletido na confiança de um no outro na medida em que se conhecem ao compartilharem as suas experiências emocionais. Na maioria das cenas não são focalizadas as expressões dos atores, o que baixa o nível de veracidade e melancolia exigidas pelo roteiro. A escolha dos cenários deixou a sensação contínua do cotidiano dos personagens, viventes na maior parte do longa em ambientes fechados.

A história narrada mostra de forma concisa as consequências das “feridas” do passado. Entregar alguém que se ama nos braços da morte - da forma mais cruel da expressão - acarreta mudanças não só no estilo de vida, mas também na mentalidade do indivíduo, o que reflete em comportamentos rebeldes. Tyler e Ally são exemplos perfeitos de que a busca pela superação das dores pela própria força não são suficientes, mas que os laços familiares, perdidos na contemporaneidade, são a solução para que elas sejam simplesmente amenizadas. É nesse ponto que a trama muda de direção fazendo do final do filme surpreendente.
Quando eu crescer quero ser crítico de cinema. Por enquanto, vou tentando com as resenhas, rs. Espero que gostem! Até mais!

05/09/2010

Bollywood fará filme sobre a infância de Jesus Cristo

A indústria cinematográfica da Índia, Bollywood, prepara-se para a gravação do filme que retrata especificamente a infância de Jesus Cristo. Uma inovação, uma vez que a maioria dos longas lançados com essa temática retrata somente a sua vida adulta. As gravações já deram início na região da Terra Santa, no Oriente Médio.

O curioso é que o produtor Konda Krishnam Raju foca seu roteiro no principal ícone do cristianismo, religião praticada por 2,5% dos indianos. 80% da população são do segmento hinduísta.

O diretor Singeetham Srinivasa Rao contará somente com atores indianos para estrelar o filme. Com o orçamento de 30 milhões de dólares, o longa será o mais caro já gravado no país, uma vez que estima-se o valor médio de 500 mil dólares para as produções.

Os filmes indianos são caracterizados por geralmente incluírem muitas cenas de dança e música, alguns dos traços culturais do país. Fica a incógnita do que se esperar de uma premissa tão singular para um roteiro sutil. O filme estará nas telonas em 2011.

Na foto  Konda Krishnam Raju produtor do longa
Fontes: 1 | 2 | 3