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27/03/2013

Não acreditem no Renato Russo


Foto: Imagens Depósito

Desde quando a música “Pais e filhos” de Renato Russo foi lançada, várias gerações têm acreditado que “é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”. É fato que devemos amar uns aos outros. É fato também que o amanhã é uma incógnita – nunca saberemos se esse dia realmente vai chegar. É nesse ponto que se sustenta minha reflexão em dizer que Renato é mentiroso, enganador e tem poluído a mente de várias pessoas com essa inverdade. 

Se hoje eu amo alguém como se não houvesse o dia de amanhã, me sinto preso a um estado da alma (bastante cruel, inclusive) chamado despedida (posso chamar até de morte, no sentido literal da frase), pois amanhã eu não terei a pessoa novamente ou vice-versa. Na verdade, o que quero dizer é que em volta de uma despedida há tristeza, lágrimas, saudades, dor… Tudo o que nossa mente entende ser contrária ao amor, um sentimento doce e complacente. 


06/12/2012

Para que outros possam viver

A hospedeira - Stephenie Meyer 
Intrinseca - 2009 
560 pags. 
Sinopse: Melanie Stryder se recusa a desaparecer. Nosso planeta foi dominado por um inimigo que não pode ser detectado. Os humanos se tornaram hospedeiros dos invasores: suas mentes são extraídas, enquanto seus corpos permanecem intactos e prosseguem suas vidas aparentemente sem alteração. A maior parte da humanidade sucumbiu a tal processo. Quando Melanie, um dos humanos "selvagens" que ainda restam, é capturada, ela tem certeza de que será seu fim. Peregrina, a "alma" invasora designada para o corpo de Melanie, foi alertada sobre os desafios de viver dentro de um ser humano: as emoções irresistíveis, o excesso de sensações, a persistência das lembranças e das memórias vívidas. Mas há uma dificuldade que Peregrina não esperava: a antiga ocupante de seu corpo se recusa a desistir da posse de sua mente.

Um triângulo amoroso. Dois corpos. A difícil decisão entre o amor, a razão e a certeza. O que você é capaz de fazer por amor? Vale apena ser humano? O que este corpo, este mundo, esta alma representam, afinal? Estes são alguns dos conflitos descritos brilhantemente por Stephenie Meyer em “A Hospedeira”. Ela nos leva a refletir sobre o propósito de ser humano, de estar vivo, da certeza e dúvidas sobre nossos sentimentos e vontades e, acima de tudo, como se posicionar diante de situações difíceis onde o que determina no final é o amor. 

Inicialmente, com ricas descrições de detalhes, a autora nos leva a povoação da terra por alienígenas - não necessariamente com esse adjetivo –, chamados de almas, seres amáveis que povoam todo o universo penetrando em um corpo vivo tomando posse de sua mente. As descrições longas e ricas em detalhes nos submergem ao mundo das almas, ou melhor, ao novo mundo que elas transformam a terra. Peg, a invasora, divide um mesmo corpo com Mel, sua atual hospedeira. Ambas são perdidamente apaixonadas por Jared, um mero humano com sede de justiça, pronto para enfrentar qualquer situação para ter novamente sua amada em seus braços. 

As almas, apesar de serem indesejadas pelos humanos, trazem consigo a doçura que as pessoas geralmente procuram. São delicadas, se preocupam verdadeiramente umas com as outras (em alguns casos, elas morrem para que outras possam viver), fazem de tudo para serem justas - sempre com o próximo em primeiro plano. A ironia se torna clara quando percebemos que os invasores conseguiram trazer aos humanos aquilo que sempre procuraram. 

 A essência do livro é a descoberta das peculiaridades do ser humano que as almas têm de enfrentar. Lidar com emoções como ódio, tristeza ou qualquer tipo de dor atormenta esses pequenos seres que só desejam a paz. De uma maneira doce a autora faz cada leitor perceber um pouco de si, do seu egoísmo, de como é difícil se doar pelo próximo e, quando o decide fazer, resulta novamente em algo egoísta. Certamente, pelas lições que trazem, essa ficção-científica-romance está mais pra autoajuda, em letras miúdas.

10/07/2012

Cantora Fernanda Brum não atende imprensa após show e é acusada por falta de profissionalismo

O mar não estava para peixe, ou melhor, a artista não estava para a imprensa. Ontem (09), a cantora e pastora Fernanda Brum se apresentou na arena de shows da Exposição Agropecuária de Imperatriz (Expoimp), que acontece no Parque de Exposições Lourenço Vieira da Silva, localizado na cidade de Imperatriz, interior do Maranhão. Como de praxe, alguns fãs e representantes da imprensa local procuraram a cantora após a apresentação em seu camarim, mas ela recusou-se a atendê-los.

Indignado, Sidney Rodrigues, um dos representantes da imprensa da cidade, publicou seu relato revoltado com o acontecimento:


No meio evangélico, onde se prega uma vida segundo Jesus Cristo, ser considerado estrela é uma verdadeira ofensa. 

A postagem resultou em comentários que concordavam com publicação de Sidney. Xerxes Aguiar, repórter, afirma: “Muito triste isso acontecer, nossa equipe do Conexão Cidade também não conseguir adentrar ao camarim. Lamentável mesmo”. “Sou evangélico e como tal me envergonho com atitudes como essa, infelizmente existem muitos artistas que agem assim”, comenta o publicitário Wilton Maciel. Já para o estudante Lucas Magalhães, é aceitável a atitude da cantora: “Ela está no direito dela, ninguém sabe o que passa no coração do homem. Ela já estava atrasada para fazer o show, eu também não atenderia”. 

Entrei em contato com a pastora para saber do caso, mas até o fechamento dessa matéria não obtive resposta.

20/05/2011

O encanto não acabou!

Tudo era como em um conto de fadas: as pessoas se apaixonaram no primeiro olhar, enfrentaram dificuldades para viver esse amor e suspiravam um encanto que gerava regozijo, prazer e clareza de idéias. Todo comunicador sabe que os blogs representam a revolução da liberdade de expressão. Contudo, essa ferramenta fica cada vez mais esquecida e, novamente como em um conto de fadas, aparece a bruxa “boazinha” que tenta atrapalhar toda a história: as redes sociais.

Postagens mais rápidas em tempo real e um inesgotável campo virtual, servindo tanto para a socialização quanto para propagação de ideias e utilitários, o twitter e o facebook cresceram espantosamente em tempo recorde. Não se pode negar os milhões de usuários em todo o mundo que utilizam essas duas novas ferramentas, entretanto nunca substituirão a verdadeira utilidade de um blog: criar textos, opinativos ou informativos, com espaço ideal para construir um raciocínio completo.

Por mais que as pessoas estejam abandonando o uso dos blogs, afirmo com convicção é temporariamente. Nada substitui esse espaço onde as pessoas podem perpetuar seus pensamentos, compartilhar seus sentimentos e opinar sobre fatos atuais que envolvem a sociedade – coisas que o twitter e o facebook não permitem fazer. Na verdade, tudo se completa: o blogueiro atualiza sua página na web, divulga pelo twitter e comenta com o uso do facebook.

05/05/2011

Barraco santo no twitter: Pastor Silas Malafaia ofende cantores gospel

Enquanto os ministros do Superior Tribunal Federal (STF) votavam a favor do reconhecimento da união de casais gays, o twitter fervia com ofensas do pastor Silas Malafaia, um dos líderes da Igreja Assembléia de Deus, para com alguns cantores do ramo gospel.

Tudo começou quando ele publicou o seguinte tweet:



A votação ia tomando um rumo diferente ao esperado pelos evangélicos. O pastor não se conteve e enviou ao seus seguidores a seguinte mensagem:


Então as acusações começaram. A primeira a ser atacada foi a cantora Aline Barros:




Depois ele twittou a mesma mensagem para os cantores Fernanda Brum e André Valadão:


Ana Paula Valadão, que está na Inglaterra em uma viagem missionária, se defende:



Malafaia contra-ataca:


E a opinião pública se divide:




E então, duas tags subiram para 2º e 3º lugar respectivamente no Treding Topics (TT's) do Brasil:


O que se vê são religiosos sem religião, "súditos" de um mesmo rei se dividindo, cada qual lutando pelo seu próprio interesse; pessoas tomando partido contra o direito de outras e usando o véu do cristianismo para esconderem seu egoísmo e insensatez. Líderes que deveriam propagar a paz, a unidade, o amor, a compaixão - que  são  princípios do cristianismo -  mas estão perdendo tempo com ofensas e vãs discussões, colocando ainda mais lenha na revolta pública. Se a aprovação da união gay está causando todo esse tumulto no mundo gospel, então a doutrina pregada está longe de ser aquela que é "firme na rocha", segundo ensinamentos do próprio Jesus.

Os tais "filhos de Deus" deveriam ser os primeiros a levantarem essa bandeira em favor dos homossexuais, uma vez que a homofobia ia ser amenizada e  uma considerável camada da população  iria estar satisfeita em ter seus direitos garantidos. Assim, o tão sonhado respeito com aquilo que é diferente já daria seus primeiros passos rumo a concretização, e o verdadeiro evangelho, que prega amor e tolerância, seria estabelecido como lei em um meio onde a discriminação dita as regras. 

01/05/2011

60 mil brasileiros declaram viver com pessoa do mesmo sexo



Sessenta mil brasileiros declararam viver com cônjuge do mesmo sexo no Censo 2010. Foi a primeira vez que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) levantou em todo o País o número de casais gays. "É natural que ocorra subnotificação quando questões são tratadas pela primeira vez", comentou o presidente do órgão, Eduardo Nunes.
Em 2007, o instituto incluíra a pergunta em uma contagem parcial realizada em municípios com até 170 mil habitantes. No Censo 2010, a maior concentração absoluta de casais formados por pessoas do mesmo sexo foi verificada na Região Sudeste (32.202).
Nunes citou o aumento do número de pessoas que se declararam pretas nos últimos levantamentos para explicar o que poderá ocorrer em relação aos casais do mesmo sexo nas próximas pesquisas. "A declaração da proporção de população preta aumentou bastante, não porque aumentou a fecundidade nesse grupo, mas porque o sentimento de pertencimento cresceu, e a consciência é maior. Quanto maior é a consciência, maior é a resposta afirmativa", declarou o presidente do IBGE. "É certo que nos próximos censos esse número tenderá a aumentar, o que não significará dizer que haverá mais casais do mesmo sexo se unindo", acrescentou.
Para o presidente do IBGE, o reconhecimento é maior à medida em que legislação brasileira se adapta às novas situações, com mudanças no imposto de renda, na Previdência Social e em seguros saúde prevendo direitos para casais do mesmo sexo. "Ao se perceber que esse direito é uma conquista de fato, também do ponto de vista social teremos mais informação".
O número de 60.002 casais representa 0,16% do total de cônjuges do País. A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais realizou, durante coleta de dados do Censo, uma campanha para que os homossexuais declarassem sua condição. O tema da campanha era: "IBGE: se você for LGBT, diga que é!".
Fonte: G1

26/04/2011

Sexo só depois do casamento: mito religioso ou papo sério?


Seja com garotos de programa, com um desconhecido depois da balada, com um amigo sozinho em casa ou marcando pela internet - hoje em dia não existem mais fronteiras que impeçam alguém de fazer sexo. Uma prática boa e saudável, que todos fazem sem reclamar. Mas, e seu eu esperar até depois do casamento pra transar?

“Casais que esperam para ter relações sexuais depois do casamento acabam tendo relacionamentos mais estáveis e felizes, além de uma vida sexual mais satisfatória”, é o que aponta uma pesquisa publicada pela revista cientifica Journal of Family Psychology.

"Independentemente da religiosidade, esperar ajuda na formação de melhores processos de comunicação e isso ajuda a melhorar a estabilidade e a satisfação no relacionamento no longo prazo", diz o pesquisador Dean Busby.

No estudo, pessoas que praticaram a abstinência até a noite do casamento deram notas 22% mais altas para a estabilidade do seu relacionamento do que os demais. As notas também foram 20% mais altas entre esses casais que só praticaram o sexo após o casamento sobre a qualidade da vida sexual (15% mais alta) e o diálogo entre os cônjuges (12% maiores). A pesquisa foi feita com mais de duas mil pessoas.

Fonte: Gospel Mais

19/04/2011

Quebrando tabus: curta-metragem conta a história de um menino cego e homossexual


Eu Não Quero Voltar Sozinho” é mais um curta-metragem brasileiro que veio para quebrar vários tabus na sociedade. Voltado para a temática da adolescência, a tão famosa fase de descobertas, o roteiro de Daniel Ribeiro conta a história de Leonardo (Ghilherme Lobo). Ele nasceu com deficiência visual e na escola vive sob os cuidados da amiga Giovana (Tess Amorim). Sua rotina é abalada com a chegada de um aluno novo na sala, o Gabriel (Fabio Audi) - aos poucos eles se aproxima do outro e, de uma amizade simples, nasce um amor puro.

A jogada da direção foi fazer com que o personagem Leo aceitasse suas limitações físicas e suas preferências sexuais de maneira natural, sem se questionar o porque das coisas terem acontecido; ele simplesmente era assim e iria viver assim. Em um determinado momento, quando ouve um comentário do amigo que diz que nao iria saber lhe dar com a cegueira, ele afirma: "Você iria se acostumar". A homossexualidade é tratada de uma maneira simples, sem o “espetáculo” mostrado por algumas novelas.

Já existe um projeto que visa transformar o curta em um longa-metragem: “O roteiro já está pronto, só falta alguém para financiar o projeto. Não tem mistério. A estrutura será parecida, só vamos estender a história”, informa Daniel. O curta tem duração de 17 minutos e estreou em julho de 2010 no Festival Paulínia de Cinema, em São Paulo, onde recebeu três prêmios de melhor filme: Júri Oficial, Júri Popular e Crítica.

Este ano o filme foi exibido durante a 14ª Mostra de Cinema de Tiradentes, em Minas Gerais, e foi ovacionado por todos que assistiram durante o festival pela simplicidade da história e a maneira leve que o diretor conduziu toda a temática. No youtube o curta já ultrapassa 200 mil acessos.

Assista ao curta!



Fonte: Café com notícias

09/04/2011

Purpurina dá ibope: estereótipos homossexuais em novelas globais



Choquei! Quem não se lembra da expressão de Cássio, personagem de Marco Pigossi, na novela Caras e Bocas? Foi o marco da homossexualidade estereotipada na mídia, e, mesmo assim, obteve uma ótima recepção do público. Cássio era um jovem descolado e divertido; ficou conhecido por seu jeito espalhafatoso com inúmeros trejeitos femininos - a famosa “bichona”. Afinal, isso é ser gay?

Segundo estudos do pesquisador Luís Eduardo Peret, mais de 38 telenovelas globais já mencionaram, de alguma forma, a homossexualidade em seus personagens. Ao longo do tempo, levando em consideração o período histórico e a política social da época, vários outros estereótipos surgiram para caracterizar homossexuais.

De acordo com a sua pesquisa, o caso pioneiro dessa temática na mídia foi em 1974, na novela O Rubi, onde Conrad Mahler (Ziembonski) tinha uma relação com o Michê Cauê (Buza Ferraz) e assassina a mulher por quem o namorado se apaixona. Nesse primeiro momento, a globo retratou o homossexual como o criminoso causador de problemas. Já nas novelas Pai heróiRoque SanteiroTi-ti-tiRenascer,Uga uga e Um anjo caiu do céu, ser gay era somente um disfarce para héteros conseguirem algum tipo de benefício.

Ainda na década de 70, nas novelas Dancin´daysMarron-glacé e Os gigantes surgiram os primeiros personagens completamente efeminados, sendo essa última, a pioneira a retratar o romance lésbico. A partir da década de 80 os personagens gays conseguiram destaque principal nas tramas.  Em 2007 a novela Paraíso Tropical “lança” um novo estereótipo: gay para ser gay deveria entender de arte, vestir-se bem, ser culto, além da boa aparência e uma ótima condição financeira.

Em 2011, a globo dá um pequeno drible nessa moda de estereótipos. Jorge Fernando, diretor da regravação da novela Ti-ti-ti, fez do personagem Julinho, interpretado por André Arteche, uma pessoa normal como qualquer outra: se apaixona, chora, abraça, tem amigos... Ser gay era só um detalhe na vida dele.

Em um relatório divulgado pela GGB (Grupo Gay da Bahia), 198 pessoas foram mortas em atos homofóbicos no ano de 2009, e esse número vem só aumentado. “A cada dois dias um homossexual é assassinado no Brasil e precisamos dar um basta nesta situação”, afirmou Marcelo Cerqueira, presidente do GGB.

Não existem dados que comprovem, mas boa parte desses homicídios ocorre pela ignorância da sociedade que tem o gay como uma figura esdrúxula, digna de repúdio. Há quem afirme que a televisão é a maior influenciadora da massa e, enquanto a figura do gay estiver deturpada nesse veículo, esses crimes só têm a tendência de aumentar. Purpurina dá ibope nas novelas; em delegacias de polícia também.

08/04/2011

Crônicas de um assassino carioca

Amanheceu.
Levanto da cama e, antes de qualquer coisa, acendo um cigarro e ando de um canto a outro do quarto. Minhas mãos tremem, meu corpo transpira intensamente, a adrenalina toma conta de mim. Tenho um plano na cabeça, não posso falhar. Todos esses anos, essa tortura, os risos, as zombarias... Tudo, absolutamente tudo vai ser vingado hoje.
Apanho o lençol branco, ponho a carta já escrita no bolso, vou andando ao meu destino. Olho pra trás – o sol que brilhava por entre as casas é a minha última boa lembrança que levarei para o inferno.

O caminho é longo, e a cada passo percorrido meu coração acelera, como se fosse uma cavalaria frenética rumo à guerra. Estava só naquele momento. Só eu, e a arma fria em minhas mãos.

Ao longe avisto o prédio, branco como de almas que serão sacrificadas. Passo pelos portões e deixo o lençol branco no primeiro andar - a partir dali meu delírio assumia formas. Eu já não estava lúcido; minhas pernas tremiam ainda mais. Mas já não posso voltar. Não posso parar. Entrei nesse caminho sem volta e agora vou até o fim.

Crianças. São só crianças – esse pensamento me conforta e confronta; dou inicio ao massacre. Quem sou eu? Já não sei. Que meu espírito receba o perdão divino!

Tiros. Gritos. Sangue.

Avisto os corpos espalhados pelo chão e o remorso toma por completo a minha alma. Choro amargamente por ter escolhido esse caminho. Ouço vozes que me dizem “se mate, ou eles irão te matar”. Mesmo que essas vozes não me dissessem isso, eu sabia que era o meu destino. A morte beijou os meus pés. Minha vida chegou ao fim. Hoje sou conhecido só como um assassino de crianças em uma escola no Rio de Janeiro.




Tentei ao máximo penetrar na mente dele; foi o melhor de mim, juro, rs. Esse acontecimento deixou uma lição: será que ele, por cometer tal delito, é pior de todos os humanos? Não, com certeza não! Fico triste em não poder lhe dar uma segunda chance.
Gente, obrigado a todos que votaram em mim. Consegui o título de melhor blogueiro de 2010 do @Blorkutando. Obrigado mesmo.
Bom é isso. Até mais queridos!

05/04/2011

Afinal, existem pessoas más?

“No dia que ele morreu, morreu também parte de mim. Ele era a minha vida”, declara chorando Flávia Hahn, mãe de Tobias. Ela conta que com um pouco mais que 20 anos de idade ele acabou se envolvendo com o crack. Com o passar do tempo, sua sede pela droga se tornou insaciável e a convivência com a sua família um inferno, chegando a agredi-la fisicamente. Em um ato de defesa deu-lhe dois tiros no pescoço. Ele morreu.

Ao mesmo tempo em que trabalhar, sofrer e lutar para orientar e conviver com um filho nessa situação a faria uma “boa pessoa”, o simples fato de matá-lo faz com que ela tenha uma imagem de “má pessoa”. Estudando esse caso pode-se concluir: não existe gente boa ou ruim, o que há de fato são seres humanos lutando contra seus próprios sentimentos.

É como dizem: o nosso coração é enganoso. Em um momento estamos felizes da vida, sorrindo para o vento; um minuto depois pode acontecer algo que nos leve a profunda tristeza. Essa oscilação emocional se reflete em nossas atitudes. Uma hora tratamos a todos como príncipes; em outra, não queremos ver essas pessoas nem pintadas de ouro.

Muitos, em um momento de raiva, já sentiram vontade de matar alguém. Mas ao pensar que essa atitude seria má e que as coisas não se resolvem assim, provavelmente fizeram com que essa pessoa mudasse de ideia. Dentro dela havia o desejo de fazer o mal, mas ela optou em fazer o bem. Portanto, podemos dizer que todas as pessoas são boas; a diferença é que algumas decidem fazer somente o que é ruim.

16/02/2011

O mundo pop ontem e hoje - Parte II

Continuando a série “o mundo pop ontem e hoje” vamos tratar da história do menino que nasceu no dia 31 de janeiro de 1981, em Menphis, cidade dos Estados Unidos. Ele não era dotado de uma boa aparência, mas isso não impediu que sua carreira começasse aos 07 anos de idade. Com 12 ingressou no programa “Clube do Mickey”, que foi berço de outros cantores pop como Cristina Aguilera e Britney Spears. Em 1996 ele foi integrante da banda N'Sync e em 2002 resolveu seguir carreira solo. E deu certo! Hoje Justin Timbarlake é um dos grandes fenômenos musicais da atualidade.


O tempo passou e a beleza bateu a porta do cantor. O garoto com cabelo enroladinho – por isso recebeu o apelido de “miojo” – hoje é adepto ao corte “máquina um”, look que mistura todo o tipo de roupa e corpo tatuado. Há quem diga que ele é “irmão” do cantor Eminem. Realmente há uma leve semelhança não é?


Seu maior sucesso foi o hit “SexyBack”, que recebeu mais de 250 mil downloads em apenas uma semana, nos Estados Unidos.

O cantor chegou a namorar Britney e, desde que o romance acabou, Justin protagonizou uma série de coreografias “safadinhas” em seus shows e clipes. Um dos maiores escândalos foi em uma apresentação no campeonato de futebol americano, onde ele deixou uma de suas bailarias com os seios expostos em pleno palco. Ele se defende dizendo que não teve nada haver com o incidente.


Atualmente, ele deixou seu lado musical de lado e está investindo na carreira de ator. O filme “A rede social”, que está concorrendo em 08 categorias no Oscar 2011, contou com a sua participação. Ele perdeu entre 5 e 6 kg por seu papel neste filme, pois sentiu que aparecendo mais magro pareceria mais jovem. Porém ele ainda não conseguiu se desligar do seu lado pop e tentou introduzir isso em seu personagem no filme. Um erro!

Sedutor ou comportado, atuando ou cantando, Justin Timbarlake ainda é uma incógnita no mundo dos famosos. Será que como ator ele se sairá melhor? Os fãs continuarão apoiando ele em qualquer trabalho que se comprometa a fazer? Outros hits como “SexyBack” surgirão em breve? É, o jeito é esperar pra saber.

Leia a parte I clicando aqui
Fonte: 1 | 2

07/02/2011

A verdade sobre o Big Brother Brasil

Vejo por aí muita gente criticando esse reality show. Alguns falam que é o pior da programação brasileira, outros que é um espetáculo de circo com alguns palhaços com corpos sarados. Mas o que ninguém pensa é: Por que existe esse programa? Afinal, se ele está em sua 11ª edição, com certeza não foi por falta de audiência!

Hoje, a participante Paulinha finalmente disse algo que se pôde aproveitar. Segundo própria afirmação da sister, "Eu faço o que os outros têm vontade de fazer e não fazem", e é exatamente nesse ponto que a fama do programa se sustenta.


Não sei muito bem de como são escolhidos os participantes, mas é obvio que, mesmo eles tomando certas atitudes ou dizendo certas bobagens, é tudo o que uma pessoa ‘normal’ queria fazer e/ou dizer, mas que não tomou coragem ainda. Os bbb’s são na realidade o reflexo da sociedade exatamente do jeito que ela é.

Não posso afirmar isso com tanta certeza, mas aposto que você conhece alguém que adoraria manter relações com alguém do mesmo sexo. Ou protagonizar um beijo triplo. Ou gritar pros quatros ventos: 'Eu sou gay!'. Talvez passar a mão na bunda da melhor amiga. É duro ver no outro aquilo que queríamos fazer não é?

Feio ou não, escandaloso ou não, diabólico ou não, o Big Brother Brasil só é do jeito que é porque as pessoas são assim. Não fiz esse post pra aumentar audiência ou defende-lo, pelo contrário. Mas enquanto as pessoas continuarem a viver no modo que a igreja fala ser perversidade, o programa continuará sendo o que é, você gostando ou não. E ponto final!

04/02/2011

O mundo pop ontem e hoje - Parte I

O Cão Sem Plumas lança hoje uma série de artigos que mostra como os cantores pop da atualidade iniciaram suas carreias, os sigles que fizeram sucesso, seus fracassos, suas loucuras, enfim, todo o seu legado no mundo da música. O que fazem hoje os cantores que marcaram a história de uma geração passada? No que eles apostam para manterem fiéis os seus fãs? É o que iremos desvendar!

Para começar esquentando essa série, trago como ponta pé inicial a cantora latina Shakira. Seu nome completo é Shakira Isabel Mebarak Ripoll, nascida em 1977, na Colômbia. Além de cantora, ela sempre arisca em seus shows mostrar um pouco do que sabe sobre dança do ventre, que aprendeu com sua avó libanesa. Sua característica principal é misturar sensualidade a diversos ritmos em suas músicas, o que faz que ela atinja um público maior e distinto.

Outro diferencial de Shakira é que, diferente dos demais cantores pop, ela participa de toda produção que envolve seu nome: compõe a maioria de suas musicas, participa dos arranjos, faz a produção do próprio CD e DVD - chegando até mesmo a escolher o cenário de gravação - além de tocar vários instrumentos.

Shakira iniciou sua carreira precocemente. Com 08 anos de idade ela compôs a sua primeira música, aos 10 foi descoberta pela gravadora Sony Music e lançou seu primeiro álbum aos 14. Em 1996, após passar por alguns conflitos com a gravadora, ela lança o singlePies Descalzos” que a levou ao topo das paradas de sucesso, mas foi “Estoy Aqui” e “Whenever, Whenever” que a fez ser conhecida como musa do pop internacionalmente, inclusive no Brasil.

Desde então a cantora passou uma fase de afastamento dos palcos. Ano passado ela retornou com o sucesso da Copa da África “Waka waka” provocando a loucura dos fãs que esperavam por mais sucessos da cantora. Estourou na internet recentemente seus mais novos clipes “Sale el sol” e “Loca”, que prometem fazer sucesso pelo ritmo dançante mesclado com faixas acústicas.

Assista ao clip


Hoje vemos uma Shakira mais madura profissionalmente, que esbanja sensualidade e continua dona de uma voz impecável - a pesar de muito tempo desde seu início de carreira ter se passado. Vamos esperar o resultado do seu novo álbum “The Sun Comes Out” que já provocou polêmica em Madri - local onde foi filmado - e por trazer publicidade de marcas internacionais. A cantora promete em seu site fazer um show aqui no Brasil ainda esse ano.

Fonte 1 | 2

28/01/2011

Sambar, comer, rezar e ser feliz


Antes mesmo de Jesus nascer, o rei Salomão já refletia: “Por isso estou convencido de que devemos nos divertir, porque o único prazer que temos nessa vida é comer, beber e sermos felizes”*. Tenho certeza que muitos nem sabem da existência desse versículo na bíblia, mesmo inconsciente disso, os brasileiros são os que mais vivem essa espécie de mandamento.

Ta aí, bom é ser feliz! Mesmo em meio a tanta desgraça, nós brasileiros sabemos manter a cabeça firme, olhar para cima e achar esperança em coisas singelas. Nossa alegria não está só em receber boas notícias, mas no abraço apertado, no “bom dia e boa tarde” ditos em variados sotaques, na compaixão na hora de ajudar e em jamais deixar o próximo passar necessidades.

Podemos ter inúmeras favelas, gente morrendo por falta de apoio político, mas tais coisas jamais serão barreira para apagar a fé que temos; fé que nos faz acreditar nas pessoas, a se tornar amigo de infância em uma conversa na fila do banco, a comprar briga por quem mal conhecemos; isso sem falar no famoso jeitinho brasileiro, o estilo malandro de levar a vida numa boa, sem se preocupar com amanhã.

Tantos estereótipos são impostos pra nossa gente, mas com certeza quem fala assim nunca esteve aqui. É só pisar em terras brasileiras e contemplar o sorriso do baiano, cair no samba do carioca, explorar o pantanal mato-grossense, passar férias no litoral nordestino e provar da gastronomia paraense. Ah a gastronomia brasileira! Essa coloca qualquer escargot no chinelo.

Brasileiros sim, esses sabem comer! Jamais alguém verá um brasileiro exitar em gastar dinheiro com um belo banquete. Não podemos deixar de agradecer aos tais colonizadores por nos ensinarem tantas iguarias. Obrigado pela feijoada, pela pizza, macarronada. Mas lhes apresentamos o churrasco, a panelada, o baião de dois, e tantos outros pratos que fazem da culinária brasileira uma das melhores.

O que faz do nosso brasil Brasil não é só o futebol, os sambas e as mulatas. A sensualidade não é a principal característica do nosso poso. O que faz o brasileiro ser o povo mais “cool” do mundo é a garra de nunca desistir, é levar tudo na esportiva e não deixar com que nada nos detenha. Ser brasileiro significa ter orgulho em fazer parte de uma nação tão miscigenada culturalmente e unificada pela fé em Deus, nos homens e si mesmo.


* Eclesiastes 8:15 (adaptado)
Jesus, sou eu escrevendo pro bk novamente? HAHA
Gostei desse tema, espero ter me saído bem.
Amanhã (29/01) é meu niver moçada!

12/01/2011

Rebeldia Sexual



Não me esconder. Viver... Me drogar... Transar... Amar... Usar camisinhas... Esta é a minha forma de protestar”. Grandes Mentiras é um filme que aborda a contemporaneidade de uma juventude rebelde, com ênfase na complexidade dessa fase da vida. O título se torna subjetivo ao transformar de forma crua os devaneios de um grupo de jovens que se prepara para curtir o verão da melhor maneira possível, segundo as suas visões. Uma vez que não há nenhum acontecimento central ou um simples fio em que possamos entender a história, o longa desperta uma curiosa atenção no modo em que trata a sexualidade dos personagens.

Sexo é a melhor demonstração de amor? Deixar-se levar por esse sentimento ou lutar para conquistar aquilo que o coração manda? Festas, drogas e sexo – sob esse tripé se sustenta a vida de todos os personagens. Há a garota indecisa, que sofre por não deixar fluir aquilo que exalam os seus hormônios, e quando o faz, perde as diretrizes e se lança em um amor que a faz descobrir um mundo desconhecido.

Há ainda o músico frustrado que transa com todas as garotas e magoa o coração daquela que o ama, que por sua vez, foi capaz de trair a sua própria amiga para viver esse romance. Pablo aparece duas vezes no filme somente para manter relações com Sônia e depois some misteriosamente. Ela mantém sua vida sem permitir a aproximação de muitas pessoas e sobrevive da venda de pastilhas de êxtase.


Toni é apaixonado pelo seu melhor amigo, Nico, e faz de tudo para agradá-lo, até mesmo topa a loucura de vender drogas. Entre olhares e indiretas, Nico não dá brechas para que ele demonstre seus sentimentos. Cansado por viver as dores de um amor proibido, ele se entrega ao sexo sem compromisso e ao delírio das drogas. Até que um desfecho brilhante, mas sem lógica, acontece.

A premissa principal é percebida quando o filme chega ao fim – os jovens da atualidade contemplam a sua liberdade de forma promíscua, se agarrando aos instintos e se deliciando naquilo que a idade permite. A fotografia peca muitas vezes, não obstante, não houve significado claro ao uso de fundos escuros em algumas cenas. As expressões de dor e sofrimento também deixam a desejar. No fim de tudo, contempla-se o recado do filme: as escolhas da vida sempre são um caminho sem volta.

Mentiras Y Gordas (Espanha, 2008)
Direção de Alfonso Albacete e David Menkes
Roteiro de Alfonso Albacete, David Menkes e Ángeles González Sinde
Com Mario Casas Ana de Armas, Yon González, Ana María Polvorosa, Miriam Giovanelli

07/01/2011

Malhação: até que em 2010 deu-se um tempo nos clichês!


De uns tempos pra cá, assistir Malhação deixou de ser algo prazeroso para alguns. Em toda temporada é sempre quase o mesmo enredo: sabemos que haverá um casal certinho, um vilão que deseja separar esse casal e que na temporada seguinte ele se arrepende e vira mocinho e amigos que frequentam o mesmo estabelecimento onde toda a trama se desenvolve.

Também não venho por meio desta resenha falar do desempenho dos novos atores da série, uma vez que muitos deixam a desejar. Porém essa 18º temporada está abordando inúmeros assuntos que geram polêmica e dúvida no meio dos jovens, e alguns deles não são discutidos em outros programas de entretenimento.

O que mais chama atenção é essa nova problemática que vive o personagem Maicon (Marcello Melo Junior). Moleque de periferia, cresceu ao lado do amigo que hoje, por ser famoso, o maltrata, o humilha e finge que não o conhece. Até onde a fama muda a cabeça de alguém? Além tema, assuntos como maioridade penal (que deu o ponta pé inicial da trama) alcoolismo, câncer de mama, tratamento de idosos, homossexualidade, etc. também foram mostrados.

Em breve a temporada 2011 deve começar. Espero que os futuros diretores continuem nessa linha e tratem de temas que os jovens precisam discutir com mais profundidade e precisão. Parabéns para a temporada 2010 por ter dado um show no enredo social, porque na hora de tratar a real vida do jovem... bom, isso é assunto pra outro texto!

Jeová, fazia tempos que eu queria escrever sobre isso e só deu certo agora. Espero que compartilhem da minha opinião. Mas se não, vamos discutir, os comentários estão aí pra isso.
Gente, tô feliz! Não sei porque, mas estou.
Vou parar de fazer promessas e começar a realmente viver. Enfim, estou lá no Twitter, fiquem a vontade para me seguir. Beijos e abraços!!

14/12/2010

Masturbação é bom e eu gosto!

Alguém disse isso em um blog: “Masturbação é bom e eu gosto, mas vicia e não quero ser dominado por isso”. A prática que ganhou inúmeros apelidos como “descascar banana”, “Maria cinco dedos”, “espancar o palhaço” e tantos outros, é diagnosticada por médicos como uma prática saudável, um simples jeito de descobrir os prazeres do próprio corpo. Porém os cristãos dizem que masturbação é pecado? Por quê?

O mal da masturbação não está no método que é chegado ao orgasmo, mas no que leva a pessoa chegar a ele. Ninguém bate uma “punheta” pensando no carro do ano ou em uma roupa nova. O desejo pelo corpo do próximo, a lascívia, até mesmo o adultério no pensamento durante o ato da masturbação é que leva essa prática a ser pecado.

Mas como liberar o excesso de esperma? A biologia explica: existe o fenômeno chamado “polução noturna”. Esse recurso é espontâneo do corpo humano e acontece quando há um acúmulo hormonal e a polução funciona como uma espécie de válvula de escape para que você não precise se masturbar. Geralmente a pessoa sem precisar de estimulação amanhece aliviada e isso não constitui pecado.

Isso aí é só pra esclarecimento. Vou passar a escrever os meus contos, eu tô sentindo falta disso.
Obrigado a quem visita sempre. Até mais!

13/12/2010

O primeiro beijo é melhor para os homens

Em um mundo tão moderno, existe uma questão que com o passar dos anos vem sendo esquecida, mas que é primordial para a vida sexual: o valor e doçura do primeiro beijo. As mulheres sempre sonham com essa realização, talvez por seu romantismo e sensibilidade. Ao menos é isso que nos fizeram acreditar!

“O primeiro beijo é um evento significativo, uma marca de desenvolvimento que leva as pessoas ao reino da maturidade sexual e da vida adulta“, dizem os pesquisadores Pamela Regana, Winny Shena, Eric De La Pentildeaa e Elizabeth Gosseta, da Universidade da Califórnia (EUA).

Em uma pesquisa, eles pediram a 338 voluntários que descrevessem as “reações afetivas” (impressões, emoções, sentimentos) que tiveram antes, durante e logo após o primeiro beijo. Antes, as reações mais comuns foram “subjetivamente desagradáveis” (ansiedade, medo, incerteza) – o que é previsível.

Mas o que surpreendeu foi que um número “significativamente” maior de homens disse ter sentido coisas positivas durante e após o beijo. E por quê?

“Essa diferença entre os gêneros está de acordo com pesquisas anteriores sobre as reações afetivas a outros eventos sexuais (primeira transa, por exemplo), e podem refletir a operação de forças socioculturais, que encorajam o homem a adotar atitudes mais positivas do que as mulheres em relação a experiências e expressões sexuais“.

Os homens são realmente os “compulsivos sexuais” ou as mulheres sentem-se tão inseguras que acabam permitindo que a sua vida sexual seja ferida pelo medo? Ou os dois? Vocês concordam?

11/12/2010

Por que existe tanto "Silva" no Brasil?

Que atire a primeira pedra que não tem um parente ou amigo com o sobrenome Silva! A explicação para uma propagação exagerada desse nome é histórica. O sobrenome "Silva", além de ser muito usado em Portugal, também foi dado a milhares de escravos trazidos para o Brasil durante o período colonial. Essa é a explicação mais provável, segundo o genealogista Carlos Eduardo Barata, autor do Dicionário das Famílias Brasileiras.

Além disso, muitos portugueses que vinham para o Brasil em busca de vida nova adotavam o "Silva" para se beneficiar do anonimato que o sobrenome comum oferecia. A origem dos "Silvas" é controversa, mas tudo indica que o sobrenome surgiu no Império Romano para denominar os habitantes de regiões de matas ou florestas - silva, em latim, é "selva". Muitos desses habitantes se refugiaram do império justamente na península Ibérica (hoje Portugal e Espanha).

O primeiro "Silva" a fixar raízes no Brasil foi o alfaiate Pedro da Silva, em 1612. Daí em diante, o sobrenome começou a se espalhar pelo país e não parou mais. Hoje, é impossível saber quantos "Silvas" existem no Brasil já que nenhum órgão oficial tem uma estatística nacional sobre o tema. Porém, tudo leva a crer que "Silva" é, sim, o sobrenome mais comum.

Em um levantamento feito especialmente para a ME pela empresa Telefônica, deu "Silva" na cabeça. Entre os 4,6 milhões de assinantes de telefone da empresa na cidade de São Paulo, 295 622 são "Silva". Ainda entre os top 5 estão os "Santos", os "Oliveiras", os "Souzas" e os "Limas".