06/09/2010

Como superar o passado?

É como quando alguém entra na sua vida e metade de você diz: você ainda não está preparado! Mas a outra metade diz: faça ela ser sua pra sempre! Sobre a premissa de viver torturado pelas marcas do passado e tentar fazer a qualquer custo tudo diferente para um futuro incerto, o longa Remember-me (Lembranças) é um espetáculo dramático ao incidir o público a vasculhar sua alma e trazer a tona os traços distorcidos da sua própria história. O roteiro de Allen Coulter é construído na ótica do cruzamento de duas vidas marcadas por dores e frustrações, focalizado na história do personagem de Robert Pattinson, Tyler Hawkins. Jovem irônico, baldado e enclausurado em sua mente. Fã de livros, cigarros e pensamentos de Gandhi. Sua vida gira em torno na doentia proteção de sua irmã mais nova, Caroline Hawkins. Vítima de bullying na escola, a garota sofre pela ausência do pai. Tyler teme que ela siga o mesmo destino do seu irmão mais velho, que cometeu suicídio aos 22 anos; motivo do qual o relacionamento com o seu pai, Charles Hawkins, é repleto de conflitos. Divide apartamento com um amigo que lhe envolve nas mais inusitadas confusões.

Tyler tem um romance com Ally Craig, interpretada pela atriz Emilie de Ravin. Ela testemunhou o assassinato da mãe com apenas 11 anos em um metrô. Mora com o pai policial e ambos são torturados pela dor da impunidade do crime no qual não puderam interferir. As cenas de diálogo entre o casal exalam o que cada um sente na real perspectiva do que seriam essas tais “lembranças”, refletido na confiança de um no outro na medida em que se conhecem ao compartilharem as suas experiências emocionais. Na maioria das cenas não são focalizadas as expressões dos atores, o que baixa o nível de veracidade e melancolia exigidas pelo roteiro. A escolha dos cenários deixou a sensação contínua do cotidiano dos personagens, viventes na maior parte do longa em ambientes fechados.

A história narrada mostra de forma concisa as consequências das “feridas” do passado. Entregar alguém que se ama nos braços da morte - da forma mais cruel da expressão - acarreta mudanças não só no estilo de vida, mas também na mentalidade do indivíduo, o que reflete em comportamentos rebeldes. Tyler e Ally são exemplos perfeitos de que a busca pela superação das dores pela própria força não são suficientes, mas que os laços familiares, perdidos na contemporaneidade, são a solução para que elas sejam simplesmente amenizadas. É nesse ponto que a trama muda de direção fazendo do final do filme surpreendente.
Quando eu crescer quero ser crítico de cinema. Por enquanto, vou tentando com as resenhas, rs. Espero que gostem! Até mais!

13 comentários:

Clara disse...

Nossa, que pessoas problemáticas! É o tipo de filme que não gosto de assistir, pois tendo a absorver a energia negativa de histórias assim. Mas, o passado e suas feridas é um bom tema pra um drama, neh? Nunca imaginei que esse papel do Robert fosse assim tão sofrido...

Déia disse...

Eu ja adoro kkkk

bj

Tiêgo disse...

Morri de vontade de assisti esse filme agora! Deve ser muito intrigante e envolvente a história, aposto que o final deve mesmo supreender!

Abraço, James :) Valeu pela dica!

Wilian Bincoleto Wenzel disse...

Uffa...

Eu pensei que o final do filme seria dito. Hehe'
Até li de modo cauteloso para prever um "quase final".

Espertinho você, né? Seu twitte surtiu efeito! Haha' Aqui está a minha visita e recado!

Obrigado pela visita ao In.diferente!
Forte abraço!

Clara disse...

Pois é! Na verdade o livro se chama 'O Colecionador' porque o personagem tinha o hábito de colecionar borboletas... Ele as colecionava pelo egoísmo de poder ter sua beleza. Daí decide fazer com pessoas! =) É muito bom o livro, dá pra refletir sobre a natureza humana.

Carolina Hermanas disse...

Eu já ouvi falar desse romance, tenho vontade de ver *_*
Adoro romaaaaaances ;~

-


Beeeijão :)

⋆ ─ Jessica Zuza; disse...

kkkkkkkkkk' eu tbm pensei que o final do filme seria dito HUASHAUH' mas enfim, vou ver se eu encontro pta assistir parece ser otimo


http://lovewkyouuan.blogspot.com/

Italo Stauffenberg disse...

... Quando eu crescer... foi ótimo!

já vi esse filme, na estreia dele nos cinemas brazucas! Achei o filme bom. Boa temática. òtima sua resenha. O personagem dele me fez lembrar muito o Edward de Crepúsculo. Principalmente, as pausas entre suas falas e o falar fadigado!

Em suma, o filme é bom. O final? Bom, tbm é bom. Quase me rndo a ceninha de chorar mas não! Foi surpreendente e bom.

Parabéns por suas críticas e resenhas.

Bom saber esse teu lado cinéfolo!

^^

Allan disse...

Ahh quero assistir, que droga a net não ter chegado em casa :(

da pra assistir pelo magavideo?

obrigado pela dica!

Vi e Ouvi Por Ai disse...

Esse filme parece ser muito bom!!! Outro dia mesmo estava escutando um amigo falar super bem do filme e agora lendo sua resenha fiquei com muita vontade de assistir. Pelo jeito, como sou chorona, terei que preparar alguns lenços de papel neh??... rsss

Beijos e boa semana!!!

Vivian

Leonardo Varão disse...

Ele também é gay nesse filme? Abraço.

Fernando de Aquino Santos disse...

Ele não é gay em crepúsculo ele é um vampiro das espécie Beija- Flor.
O ruim do Filme é essa carniça britânica!
cara, se fosse o Jude Law era até oscar!

lays disse...

o Ruim e Que No Final Ele Morre No Acidente Das Torres Gemeas Logo No Dia Que Ele Iria Se Acertar Com Seu Pai ,Mais o Pai Dele So Nao Morreu Por que Foi Levar Sua Filha Caroline Hawkins Na Escola.Esse Filme e Tudo De Bom Otimo