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29/08/2011

Não sei, só sei que foi assim...

Sem graça, sem cores, sem motivação. Assim está a minha vida "bloguística". De uns dias pra cá escrever, que era minha paixão, tornou-se superficial. Aquilo que me dá prazer hoje me toma de preguiça. Sei que não deveria ser assim, mas é. Talvez encontre motivação de estar aqui novamente, mas tenho vivido tanta coisa que não sobra tempo pra cá. Não, jamais vou acabar com o cão sem plumas. Só que tirar um tempo vai ser necessário pra mim.
Obrigado aos amigos que fiz aqui. Mas enfim, é só um blog.

Você pode me encontrar aqui. Até a próxima. Quem sabe com um texto?

09/08/2011

O som da Graça


Graça: favor de Deus que eu não mereço. Misericórdia: castigo merecido que Ele não me deu. É isso que sustenta todo meu viver. Amanheceu. As misericórdias de Deus se renovaram sobre mim. Esse é o motivo de eu não ser consumido. Como entender? Como entender que o Deus maior que todo o universo se preocupe com uma simples poeirinha como eu? Tua fidelidade é além de tudo o que eu conheço. Quero Você!
Não consigo entender a graça, não consigo explicar a graça, mas posso sentir em meu coração que Ele me ama como eu sou. Tudo vai ficar bem, Jesus é meu amigo eu sei. E tudo vai ficar tão bem, Jesus está comigo.
Essa é a nova música de Daniel Alencar. Ela ilustra com perfeição o que Deus representa pra nós e quem somos pra ele. A melodia dela é linda, quando for lançada posto aqui no blog. Estou ausente, mas em breve (lê-se: não sei quando) voltei com os velhos textos.
Se cuidem ;***

30/07/2011

Agora todo mundo resolveu me colocar correntes!


Até o vento quer me dizer que direção seguir. Sinto as minhas asas baterem freneticamente ansiando voo, mas as correntes que os pais me puseram desde a infância impedem com elas batam. O tempo passa, as asas aumentam de tamanho, as correntes enferrujam – mesmo assim, elas ainda são capazes de me prender. As demais pessoas criticam, opinam, julgam - colocando ainda mais correntes. Quando me dou conta, eu já não sou quem queria ser. Sou na verdade um pouco do que cada um - que não sou eu - quer que eu seja. Um jogo de eles, nós e eus que no fim só existe um perdedor, eu mesmo. Aí depois ainda dizem que não sei viver a minha vida. Amy Winehouse me entende!

08/07/2011

Das oportunidades perdidas


Sabe quando você vê que um sonho seu está próximo de se realizar? Aí você começa a fazer planos, imaginando no que vai fazer depois que tudo estiver concreto. É verdade que isso tudo é maravilhoso, mas aí o que ninguém espera acontece. Você imaginou tanto, idealizou tanto que, quando acordou, o tempo passou e a oportunidade de realizá-lo ficou pra trás. E pior: outra pessoa aproveitou tudo o que era pra você viver. Você fica triste, se martirizando por ter perdido a tal oportunidade, mas aí leva um choque de realidade. A vida é assim não é? As chances vêm e vão. Não foi dessa vez, mas será em uma próxima. Isso é o conforto pra quem se sente assim, como eu!

02/07/2011

Reflexões da vida


    Hoje me emocionei assistindo Glee na rede globo. Não vou comentar o quanto vai ser chato ter que esperar uma semana pra poder assistir a outro episódio porque não vem ao caso. A verdade é que esse programa piloto, que retratou de uma forma divertida um tema bastante interessante, me fez pensar em algumas coisas que nós nos deparamos ao longo da  vida.
    O ciclo natural do ser humano é nascer, crescer e morrer. Nesse grande intervalo de tempo o que realmente deve ser feito para que cada segundo seja memorável? Racionalizar tudo e padronizar sua vida para que tudo seja "perfeito" ou seguir a filosofia Zeca Pagodinho e deixar a vida te levar? O método não importa, mas sim quais decisões tomaremos nesse curso.
     Decidir não é abrir mão.Mas o que nos dá prazer? O que nos deixa feliz? O que nos faz sentir vivos? De acordo com o roteiro de Glee, as respostas que se enquadram nessas perguntas são as que devemos seguir -  o que concordo plenamente. Tem gente que busca uma profissão pensando em ser feliz. Outro tipo de gente acha que vivendo "adoidado" e sem preocupações é o correto. Eu prefiro dizer que gozando de  prazer em cada segundo é o que nos faz viver de verdade - até mesmo quando derramamos lágrimas pra isso.
    

26/06/2011

CONTO COM 6 PALAVRAS

Eventualidade
Ele sorriu enquanto ela era atropelada.



Sei lá se vocês vão encontrar algum sentido nesse  conto, mas foi o único que saiu da minha pobre mente. Essa ideia veio de uma grande revista brasileira, a Piauí. Essa revista tráz publicações incríveis e vale a pena ser lida, eu recomendo.
Segue abaixo os contos que venceram o concurso em que cada participante seria desafiado a escrever um conto com apenas 6 palavras, sendo que preposições, conjunções, etc. eram contadas como palavras. 

Nesta edição de janeiro os primeiros colocados foram:
1º lugar – Autor: Ercílio Faria Trajan de São Paulo-SP;
Conto: “Epitáfio”
“Saiu do armário para o caixão”.

2º lugar – Autor: Felipe Borges Valério de São Paulo – SP;
Conto “Eutanásia”
“- Desliga você.
- Ah, desliga você primeiro”.

3º lugar – Autor: Flávio Boaventura de Belo Horizonte, MG;
Conto: “Felicidade”
“Levaram tudo que me possuía”.

19/06/2011

De tudo o que fui


Fui palhaço: matei meus sentimentos e conquistei teu corpo. Fui toureiro: enfrentei meus medos e cai no teu universo cor-de-sangue. Fui prostituto: me vendi aos teus desejos e fiz de tudo pro teu prazer. Te levei desde o mais alto monte até a mais profunda caverna. Fui por ti do céu ao inferno. Fui teu anjo, teu deus, teu amante, teu homem, teu brinquedo. Tu me idolatraste com cada toque, com cada beijo, com cada fantasia. Fomos tão longe, mas não passamos de perto de si mesmos. Egoísta, intransigente, leviano. Pesado, leve, suave - veneno mortal expelido em nossos corpos. Para isso te servi, e hoje descobri que você levou de mim mais do meu corpo: levou também meu coração. Repare bem: ele está aí, escondido, quebrado no seu guarda-roupa. 

NOTA DE ESCLARECIMENTO: Por que eu escrevo tanto textos assim? O meu objetivo não é me mostrar sujo com uma narração que fala de sexo de uma maneira tão pesada. Minha verdadeira intenção - que fique claro isso - é mostrar como o sexo feito de uma maneira intransigente e liberal leva a destruição da alma de várias pessoas e é canal para sérias ferias. Tudo é baseado em livros que leio, filmes que assisto, pessoas cuja história eu acompanho e até mesmo minha própria vida. Leia, portanto, com o coração aberto para refletir sobre esse fato da vida. Obrigado!

10/06/2011

Sobre lápis e borracha

Tentei escrever algo inteligente. Mas tudo o que com o lápis coloquei no papel, a borracha apagou!
- Hunf!


Gente é sério. Eu tô sem inspiração pra escrever nada! Vou tentar mudar o template do blogger pra ver se muda alguma por aqui. Tô com saudade de algumas pessoas, mas meu tempo ta corrido. Logo mais tento escrever algo sério. Se cuidem!!!!

07/06/2011

Não erreis, meus irmãos!


Todo mundo diz que todo mundo erra. Todo mundo sabe que todo mundo tem um motivo que o faz errar. Mas será que todo mundo também sabe que é possível não cometer erros? Talvez não, mas talvez sim. O que de fato comprovamos é uma sistemática existência em nosso coração de optar sempre pelo errado, e isso se constitui naquilo que fazemos e depois nos arrependemos amargamente. Que isso serve de lição é sem dúvida. Mas se não seguirmos sempre os nossos sentimentos, será que isso vai acontecer constantemente? Talvez sim, mas talvez não.

31/05/2011

Livre para não pensar!


Como será viver em um mundo onde o seu dia-a-dia é completamente monitorado por um governo totalitário e onde o ato de pensar e construir ideias são considerados crime mortal? Uma sociedade assim foi imaginada de maneira inteligente por George Orwell, pseudônimo do jornalista inglês Eric Artur Blair, e resultou em uma das suas obras mais famosas, 1984 (Nacional, 2005, 300 páginas, tradução de Wilson Veloso), publicado em 1948.

Orwell foi um dos primeiros autores a utilizar da técnica do jornalismo literário em seus livros, onde o real é contado de maneira aprofundada, com uma narração que usa e abusa da descrição dos fatos. Às vezes sendo entediante nas descrições, ele nos conta com certo romantismo a história de Winston Smith - um homem que, mesmo trabalhando para um governo que monitora através de um aparelho o cotidiano das pessoas, foi capaz de correr riscos para tentar viver em uma sociedade onde o pensamento era livre, não escapando das monstruosas consequências de uma rebelião.

Os 23 capítulos foram escritos fazendo o leitor associar com clareza a vida do personagem principal à dinâmica da sociedade da época, diferente do que acontece no desastroso filme escrito baseado no livro, dirigido por Michael Radford e lançado no ano de 1984. Se Orwell atentou-se para a clareza da informação e para ordem cronológica dos fatos, tudo isso foi esquecido por Radford. Quem assiste ao filme é privado de certas informações cruciais para entender a história, fato que em nenhum momento o jornalista inglês deixou de fazer.

A sensação que se tem ao ler o livro é de estar completamente inserido dentro dos acontecimentos, sentindo na pele como é ter que viver se policiando para não demonstrar vestígios de ideias que contrapõe as do governo. A narração brilhantemente construída para que o leitor reflita sobre até onde alguns homens foram capazes de lutar a favor da tão sonhada liberdade de pensamento e as suas duras consequências.

Meu povo, essa foi o texto que vai salvar ou destruir minha vida em uma disciplina da faculdade. Tenho que tirar nele nota máxima, senão tô praticamente reprovado. Mas em nome de Jesus vai dar certo.
Bom, quero agradecer as 40 mil visitas nesses exatos 1 ano e 5 meses de blog. Obrigado a quem sempre me visita, fiz grandes amigos aqui.
Bom, no mais é isso. Se cuidem ;***

08/04/2011

Crônicas de um assassino carioca

Amanheceu.
Levanto da cama e, antes de qualquer coisa, acendo um cigarro e ando de um canto a outro do quarto. Minhas mãos tremem, meu corpo transpira intensamente, a adrenalina toma conta de mim. Tenho um plano na cabeça, não posso falhar. Todos esses anos, essa tortura, os risos, as zombarias... Tudo, absolutamente tudo vai ser vingado hoje.
Apanho o lençol branco, ponho a carta já escrita no bolso, vou andando ao meu destino. Olho pra trás – o sol que brilhava por entre as casas é a minha última boa lembrança que levarei para o inferno.

O caminho é longo, e a cada passo percorrido meu coração acelera, como se fosse uma cavalaria frenética rumo à guerra. Estava só naquele momento. Só eu, e a arma fria em minhas mãos.

Ao longe avisto o prédio, branco como de almas que serão sacrificadas. Passo pelos portões e deixo o lençol branco no primeiro andar - a partir dali meu delírio assumia formas. Eu já não estava lúcido; minhas pernas tremiam ainda mais. Mas já não posso voltar. Não posso parar. Entrei nesse caminho sem volta e agora vou até o fim.

Crianças. São só crianças – esse pensamento me conforta e confronta; dou inicio ao massacre. Quem sou eu? Já não sei. Que meu espírito receba o perdão divino!

Tiros. Gritos. Sangue.

Avisto os corpos espalhados pelo chão e o remorso toma por completo a minha alma. Choro amargamente por ter escolhido esse caminho. Ouço vozes que me dizem “se mate, ou eles irão te matar”. Mesmo que essas vozes não me dissessem isso, eu sabia que era o meu destino. A morte beijou os meus pés. Minha vida chegou ao fim. Hoje sou conhecido só como um assassino de crianças em uma escola no Rio de Janeiro.




Tentei ao máximo penetrar na mente dele; foi o melhor de mim, juro, rs. Esse acontecimento deixou uma lição: será que ele, por cometer tal delito, é pior de todos os humanos? Não, com certeza não! Fico triste em não poder lhe dar uma segunda chance.
Gente, obrigado a todos que votaram em mim. Consegui o título de melhor blogueiro de 2010 do @Blorkutando. Obrigado mesmo.
Bom é isso. Até mais queridos!

05/04/2011

Afinal, existem pessoas más?

“No dia que ele morreu, morreu também parte de mim. Ele era a minha vida”, declara chorando Flávia Hahn, mãe de Tobias. Ela conta que com um pouco mais que 20 anos de idade ele acabou se envolvendo com o crack. Com o passar do tempo, sua sede pela droga se tornou insaciável e a convivência com a sua família um inferno, chegando a agredi-la fisicamente. Em um ato de defesa deu-lhe dois tiros no pescoço. Ele morreu.

Ao mesmo tempo em que trabalhar, sofrer e lutar para orientar e conviver com um filho nessa situação a faria uma “boa pessoa”, o simples fato de matá-lo faz com que ela tenha uma imagem de “má pessoa”. Estudando esse caso pode-se concluir: não existe gente boa ou ruim, o que há de fato são seres humanos lutando contra seus próprios sentimentos.

É como dizem: o nosso coração é enganoso. Em um momento estamos felizes da vida, sorrindo para o vento; um minuto depois pode acontecer algo que nos leve a profunda tristeza. Essa oscilação emocional se reflete em nossas atitudes. Uma hora tratamos a todos como príncipes; em outra, não queremos ver essas pessoas nem pintadas de ouro.

Muitos, em um momento de raiva, já sentiram vontade de matar alguém. Mas ao pensar que essa atitude seria má e que as coisas não se resolvem assim, provavelmente fizeram com que essa pessoa mudasse de ideia. Dentro dela havia o desejo de fazer o mal, mas ela optou em fazer o bem. Portanto, podemos dizer que todas as pessoas são boas; a diferença é que algumas decidem fazer somente o que é ruim.

18/10/2010

Da beleza, a futilidade


Quão fúteis são os sites de entretenimento de hoje! Na verdade, eles não têm culpa de nada, os usuários é que fazem ser o que eles são. Inúmeros questionamentos são induzidos e uma única resposta é por mim encontrada para essa problemática: estamos consumindo perfeição em um mundo onde ela é completamente abstrata.

Meadd.com. Mais de 500 mil usuários. Semanalmente o administrador do site escolhe seis deles para serem destaques durante esse tempo. Até aí tudo normal! Na verdade o problema discutido aqui não é o trabalho do administrador e sim o que as pessoas fazem para ter aquele bendito selo de destaque.

Algumas pessoas postam fotos quase mostrando a sua genitália; outros exibem seus corpos musculosos para conseguirem visitas. Você pode até pensar: “o que é bonito é mesmo para se mostrar”. Mas, o que vem a ser o “bonito”?

Um dos significados dessa palavra é digno de mensão. Será que somente um belo rosto ou um corpo sarado podem ser definidos assim? Será que a beleza é aquela que se vê por fora ou ela é simplesmente uma capa de disfarce para a arrogância? O que vem ser a verdadeira amizade em um “mundo” onde a popularidade é tudo?

No mais a minha indignação parte da seguinte verdade: tudo o que se mostra naquelas fotos é insignificante - seu tanquinho, seus seios avantajados, suas belas fotografias, tudo, absolutamente tudo se assemelha a correr atrás do vento. Quanto mais se busca, mais ele foge e tudo o que resta é a frustração do vazio. A beleza acaba!

Volteeeeeei *-----------*
Não que eu tenha abandonado vocês. É que os probs do dia-a-dia me encheram e eu não tive ânimo pra postar. Porém estou voltando com fúria total, HAHA.
Texto de indignação pra começar.
A foto é minha viu? rs!

14/09/2010

Casos de família

É rara a abordagem de temas familiares com uma dinâmica semelhante a do longa-metragem Sei Que Vou Te Amar (The Black Balloon). Com um título sem atrativos, o filme coloca em cheque a trajetória de um jovem responsável temporariamente por sua família. Aparentemente um roteiro batido; mas a direção de Elisa Down deu um sabor especial a essa temática com os questionamentos da coação gerada pela apimentada fase da adolescência.

Rhys Wakefield dá vida ao personagem Thomas Mollison. Ele é um garoto de 16 anos de idade que faz jus aos estereótipos dos rapazes da cultura ocidental, vivendo a deliciosa fase das descobertas. Ser aceito na escola nova, a primeira namorada, ouvir rock e curtir a vida são os planos de qualquer garoto dessa idade. Entretanto, sua mãe fica confinada por conta da gravidez, e contra a sua vontade ele é cotado para cuidar do seu irmão mais velho.

Charlie Mollison, interpretado por Luke Ford, é o primeiro filho do casal. É portador de autismo – uma alteração mental que impossibilita o indivíduo de se comunicar, estabelecer relacionamentos e de responder apropriadamente ao ambiente – e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) – doença caracterizada por sinais claros e repetitivos de desatenção, inquietude e impulsividade. Por conta dessas enfermidades é carente dos cuidados integrais de alguém.

Até onde os laços familiares interferem na condição sócio-mental do indivíduo? Envergonhado pela situação do irmão mais velho, ele sustenta a idéia que um dia Charlie voltará a ser normal; um delírio de um jovem angustiado por ser cercado de pressões emocionais. Entretanto, em sua festa de aniversário, todo sentimento de desonra causada pelo “filho problema” fluíram entre as veias de Thomas se derramando em cólera; o ápice do desespero toma conta dos seus sentidos: agora ele entrava em estado de ebulição pela dor de ter um irmão enfermo. Choro e gritos invadem de surpresa o lar que antes camuflava todos esses sentimentos.

Ao mesmo tempo em que vive corroendo a ferida da necessidade de aceitar o irmão, Thomas inicia o processo de descoberta da afetividade no sexo oposto. Jackie (Gemma Ward) preenche o espaço dilacerado em sua vida sendo uma luz de esperança em meio a uma tempestade.

A fotografia de todos os ambientes dá ao filme a sensação de estar na sociedade de 20 anos atrás, onde toda essa problemática ainda era inacessível pela maioria. Rhys Wakefield dá um espetáculo de dramaticidade encarando a delicadeza das cenas de amor e a acidez das cenas de opressão. O fim do filme reserva uma reviravolta na sensibilidade de Thomas ao perceber que seus sentidos catalisam algo em proporções maiores que são. 


04/08/2010

Não existem pessoas egoístas: eu é que estava muito bêbado!

Sabe aquele amigo que te chama de best e com as atitudes mostra o contrário? Ou aquele que pisa e maltrata a todos e com você é uma doçura? Eu nunca tive um deles, a não ser o J. Ele era o tipo de cara egocêntrico, manipulador e intolerante. Porém, mesmo com tantos defeitos, todos queriam estar perto dele. Menos eu, claro. O bom senso ainda reinava no meu caráter, até o dia que me vendi por biscoitos e chocolate.


Sem forçar a barra e com um pé atrás, aceitei o convite dele para uma festa em sua mansão. Festa do chocolate. Tragam os seus biscoitos - era o tema. Foi estranho ser convidado assim, do nada, mas o que poderia acontecer em uma festa? Arrumei-me do jeito mais simples que pude e, sem hesitar, fui no dia e horário marcado com os meus biscoitos de baunilha nas mãos. Seria tudo perfeito se não fossem por dois detalhes:

1 – Não havia festa alguma;
2 – Ele estava completamente embriagado.

Logo ao abrir a porta fui recebido por um corpo duro feito pedra e completamente fora de si. Era ele, absolutamente dopado. Desajeitado, o apoiei em meus ombros e levei-o para dentro da mansão rumo ao sofá mais próximo.  
- O que estou fazendo aqui meu Deus? Pensava, enquanto tirava o seu tênis e sentia aquele odor terrível de chulé. Do nada ele acorda. Me abraça e começa a chorar...

- As pessoas só querem o meu dinheiro e andam comigo por causa da minha beleza. Você foi o único amigo que tive até hoje. Eu sei que você não me conhece, nem eu conheço a você, por isso que eu te chamei aqui. Vamos ser amigos?
Vieram de sobressalto essas frases seguidas de uma rajada de vômito.

Fiquei sem reação. Coloquei-o pra dormir e enquanto ele cochilava pensava naquelas frases. Quão egoísta eu fui! Sempre pensei que era ele o manipulador, o obsessivo, o mestre das artes de encantar e destruir. Todos falavam ao seu respeito, superficial e erroneamente, reconheço.

Passando algumas semanas, quando o conheci mais profundamente, percebi aquilo que acontecia verdadeiramente. A cúpula de proteção camuflada na boçalidade, a repugnância por ser cercado por pessoas que só têm interesses próprios e a ânsia de algum amigo verdadeiro. Foi assim, nessas condições, que conheci o que é, e sempre será, o meu melhor amigo. Um que me escolheu.

Hoje nos embriagamos juntos, diariamente. Na verdade, antes mergulhados na falsidade, vivíamos distantes um do outro. Hoje nos embebedamos do amor e da fidelidade que nos une. Pude conhecer o seu carinho, amor e compreensão e não me vejo mais sem seus abraços e conselhos. Seu nome? É comum chamá-lo de J.C. Não, não é João Carlos, muito menos Julio Cesar. Meu melhor amigo chama-se Jesus Cristo. E essa é a história de dois anos de amizade.

Tenho certesa que eu te surpreendi com esse final né? HAHA
Cuidado com a interpretação dele. Qualquer dúvida me pergunte!
é pauta para o #Blorkutando dessa semana. Espero conseguir algo lá.
Bom, passei um tempo sem postar direito e voltarei aqui amanhã quem sabe e falarei sobre a micro-série Na Forma da Lei. Me assustei com aquele final ontem. Bom, comento depois.
Abraços e até lá!!!

28/07/2010

UMA NOITE APENAS

O meu maior erro foi acreditar que em uma única noite eu poderia ter conhecido o amor da minha vida. Foi assim. Como uma prostituta. Entreguei-me nos seus braços e seu sorriso safado desarmou todos os meus sentidos de defesa. Sua pegada tirou o meu fôlego, sua respiração atrás da minha orelha me fez flutuar no céu do prazer. Seu beijo doce e sem língua, do jeito que eu adoro, envenenou minha alma e quando percebi já estava completamente envolvido. Em trinta minutos, os únicos que passamos juntos, fui do céu ao inferno no teu corpo quente e sedento do meu. Pelo menos era o que parecia.

Foi uma noite diferente, confesso. Os outros homens aos quais eu tinha me entregado nunca me trataram como você. Sua delicadeza e selvageria se misturavam numa dose perfeita de conforto e nos teu colo encontrei tudo o que eu precisava. Atenção, carinho, segurança.

Na nossa despedida, seu jeito brincalhão me fez acreditar que o nosso relacionamento tinha futuro. Mas o dia seguinte foi o pior de todos. Você não atendeu os meus telefonemas e não respondeu os meus torpedos. Era claro. Tudo o que você queria comigo era uma noite apenas. Mas eu não. Eu queria acordar com o seu sorriso, dormir envolvido nos teus braços, sentir o prazer que só você soube me dar. Enfim você nunca mais apareceu.

Foi difícil aceitar. Foi difícil. Mas levantei a cabeça, sacudi a poeira e depositei todos os meus sentimentos em uma pessoa que realmente vale à pena: eu. Você me ensinou que sou precioso de mais para me entregar ao primeiro que aparecer. Que meu corpo é como um vaso, meu coração como diamante, meus sentimentos como ouro. Ninguém os acha em um lixão. Muito menos os jogam para os cachorros.

Foto: Deviant art
Diferente de tudo o que já escrevi. Eu sei que não vai rolar muita coisa no #Blorkutando dessa semana, mas eu não queria deixar de participar. Os sentimentos dessa postagem só serão entendidos por alguém que passou por uma situação dessas. Perdão por deixar aqui as moscas. Vou voltar a postar frquentemente. Abraços e até mais!

22/07/2010

SEMEADOR DA DISCÓRDIA


Eu? Absolutamente falsa essa afirmação meu caro! Não, eu jamais questionaria a opinião de ninguém! O que posso fazer se sou humilde suficiente para ficar mudo, por exemplo, diante de debates a respeito do casamento homossexual, mesmo quando acho que a aprovação marca o fim da humanidade? Que posso fazer se todos acham que a banda Restart canta rock e que eu não preciso usar calça colorida pra me sentir da galera? De que vale a minha opinião se ninguém quer aceitar o gosto um do outro e os julgam prepotentes, imaturos e alienados só porque tem preferências distintas?

Não. Eu prefiro ficar no armário, guardar pra mim os meus conceitos e levar tudo na subjetividade, afinal, o que vai mudar expor a minha opinião? Guerras sanguinárias tiveram inicio pelo choque de crenças e não está nos meus planos participar de uma, seja ela real ou no meio virtual. Não, eu prefiro assegurar que Crepúsculo é verdadeiramente o livro do século, que o Fiuk tem talento e que o Felipe Neto é o rei da crítica.

E você, porque está lendo esse texto? Não vai me dizer que eu escrevi dezenas de caracteres pra falar o que todos acreditam. Não vem querer dar uma de critico e dizer que o meu texto está uma porcaria. Quem é você pra me dizer alguma coisa? Quem é você pra expressar a sua opinião? Vá ao seu blog, escreva o que quiser e seja feliz com isso. Afinal, pra que discutir assuntos que jamais nos levarão a um acordo se a diferença é a marca nossa sociedade? E não vem querer impor as suas opiniões sobre mim. Ou será que não percebeu que não sou manipulável?

É fácil criticar os gostos alheios, mas, você já parou pra se perguntar se as suas escolhas também são as corretas? É, concordo com você! O diferente e o desconhecido dão medo.

Eu não tinha ideia nenhuma pro Blorkutando dessa semana, saiu isso aí. Espero que não tenha ficado confuso e dê pra entender claramente a ironia do texto. Efim, no fundo no fundo o que vale é a diversidade de opiniões. Os bons debates são feitos disso.
Vou escrever algo legal no próximo texto, então aguardem. Follow-me!