Está sendo discutido um projeto de lei que regulamenta a profissão da prostituição feminina. Mas quem pode querer ser conhecida assim?
Se você está lendo esse texto uma das possíveis razões foi pelo impacto do título, sem dúvida. Se essa simples frase foi motivo de chamar a sua atenção, caro leitor, imagine alguém convivendo com esse título e admitindo ter essa profissão todos os dias da sua vida? Semana passada soube de uma notícia no "Jornal O Progresso" que faria com que inúmeras meninas e mulheres passassem por essa constrangedora situação.
A Câmara Federal discute um projeto de lei, sugerido pelo deputado federal Jean Wyllys, do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), que regulamenta a profissão de prostituta. Consultei um advogado para que me explicasse quais os benefícios de quem expusesse sua vida sexual de tal forma. Segundo ele, esse projeto visa, em primeiro lugar, inserir a profissão na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), o que vai garantir direito às prostitutas de se aposentarem e terem acessos a verbas trabalhistas e afins.
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16/02/2013
10/10/2011
Movimento #EuEscolhiEsperar mobiliza milhares de jovens
“Descobri que eu não fui feito para ser testado como um carro, nem provado como uma roupa que se troca. Queria evitar os danos dos caminhos do amor. Parecia impossível, mas queria descobrir”. Essa é a justificativa do pastor Nelson Junior para criar nas redes sociais um movimento que vem mobilizando milhares de jovens em todo o país, o Eu Escolhi Esperar.
Segundo o pastor, o movimento surgiu para fortalecer, encorajar e dar suporte àqueles que fizeram a escolha de não manter relações sexuais antes do casamento, afirmando ser um princípio bíblico. Hoje, a mobilização conta com mais de 52 mil seguidores no Twitter, 25 mil no Facebook e 10 mil pessoas na comunidade do Orkut. A palavra chave #EuEscolhiEsperar já foi diversas vezes o assunto mais comentado no twitter. Em Imperatriz, alguns jovens já aderiram ao movimento.
O estudante Maxwell Castro é evangélico desde pequeno e foi um dos primeiros jovens no Maranhão a obter a camiseta do movimento. “Decidi esperar porque eu quero ser um homem somente para uma mulher, como também quero uma mulher que esteja me esperando. Tenho medo de me apaixonar por pessoas erradas e perder o foco de me reservar”, afirma, defendendo sua posição a favor do projeto.
Outras religiões - Engana-se quem pensa que o #EuEscolhiEsperar reúne somente evangélicos. Segundo Nelson Junior, há diversos casos de jovens de outras religiões que aderem aos objetivos do movimento.
A estudante Larissa Ferreira* é um exemplo desse caso em Imperatriz. Há aproximadamente cinco anos é católica ligada a Renovação Carismática, e ao ser questionada sobre sua motivação em defender o sexo depois do casamento, responde sem rodeios: “É um meio de valorizar a mulher e mostrar respeito as leis de Deus”. Muitas pessoas já tentaram fazer com que ela mude de ideia, mas afirma que permaneceu firme na sua decisão.
Assista ao vídeo divulgação do projeto #EuEscolhiEsperar
Contra Movimento – É impossível negar que há jovens que não acreditam no princípio do sexo só depois do casamento. Ao mesmo tempo em que a tag #EuEscolhiEsperar esteve entre os assuntos mais comentados no twitter, no mesmo dia, em uma onda de protesto, a tag #EuEscolhiFornicar ganhou um considerável espaço no microblog.
O técnico administrativo Willian Vasconcelos, perdeu a virgindade aos 16 anos. Ele acredita que quem faz sexo só depois do casamento não está aproveitando a vida e ainda está sujeito a ser traído pelo parceiro. “Como diz arroz e feijão sempre enjoa e sempre é bom uma misturinha”, completa.
*Nome Fictício
22/09/2011
Eles ainda ficam ansiosos com a primeira vez
Com as bochechas vermelhas de vergonha, o estudante Lucas Alves*, 16 anos, afirma: “Tenho medo da minha primeira vez. Fico pensando se eu vou dar conta, como eu vou chegar na minha mulher, como vai começar e como vai terminar”. É comum ouvir várias mulheres dizerem isso, mas difícil mesmo é um homem admitir ter medo da primeira relação sexual.
Quem explica isso é o orientador sexual Pedro Mário. Para ele os meninos sentem algo além do medo: “Não diria medo, mas ansiedade de serem punidos, digo brocharem, que é algo construído socioculturalmente como vergonhoso, mutilante, pois ‘homem que é homem jamais falha’. Imagina se isto ocorre em sua primeira tentativa?”.
Aos 20 anos, o estudante João Azevedo conta que ainda é virgem. Quando questionado se teme a primeira vez, responde sem rodeios: “Tenho receio é de fazer algo do qual eu me arrependa. Eu queria que fosse especial. Parece clichê, mas é o que eu espero, aí vêm junto o nervosismo e a insegurança”.
Roniskley Britto, 20 anos, teve sua primeira relação sexual aos quinze. Segundo ele foi algo bastante natural: “Eu era inocente. Só sabia que eu tinha ansiedade e curiosidade pro sexo. Nós homens queremos logo perder a virgindade, conhecer o nosso corpo e sentir o prazer que o sexo dá”.
Independente do sentimento, Pedro Mário conclui: “A função sexual é normal e muito prazerosa. Precisamos apenas agregar responsabilidade para com nós mesmos”.
*Nome fictício
23/06/2011
Orgulho Hétero: preconceito ou não?
A câmara de vereadores de São Paulo aprovou nesta quarta-feira (22) a inclusão do projeto que cria o Dia do Orgulho Heterossexual. Como era de esperar, o twitter fervia com o movimento, permanecendo por muito tempo em primeiro lugar no trending topics brasileiro. O assunto gerou polêmica e múltiplas opiniões eram tuittas a cada segundo. Mas afinal, até onde esse fato pode ser definido como preconceituoso?
O principal argumento de quem se posicionava contra a criação da data comemorativa era afirmar que heterossexuais não sofriam preconceito, eram ou são violentados e jamais foram oprimidos pela sociedade. Porém, querendo ou não, esses argumentos já demonstram preconceito com a classe em questão.
A principal luta social desde os tempos primórdios é a igualdade entre todos os cidadãos. Utopias a parte, levando em consideração essa finalidade, a problemática do orgulho hétero nada mais é que uma manifestação – até então pacífica – da luta por um direito dos cidadãos que seguem essa orientação sexual. Uma vez que é um direito, deve ser respeitado, e sem questionamentos.
Mas por que criar um dia que se comemora o “orgulho” da orientação sexual, seja ela gay ou hétero? A manifestação da sexualidade é uma decisão individual e cada um deveria ter orgulho de ser o que é, independente de comemorações. Se o dia do orgulho gay é tido como uma grande festa e um movimento que quebra barreiras na sociedade, porque não dizer o mesmo do orgulho hétero?
Minha opinião sobre esse assunto está aí escancarada no texto. Eu não poderia deixar passar essa sem deixar minha opinião. Enfim, bom feriado a todos os que me visitam e obrigado por tudo.
05/05/2011
Barraco santo no twitter: Pastor Silas Malafaia ofende cantores gospel
Enquanto os ministros do Superior Tribunal Federal (STF) votavam a favor do reconhecimento da união de casais gays, o twitter fervia com ofensas do pastor Silas Malafaia, um dos líderes da Igreja Assembléia de Deus, para com alguns cantores do ramo gospel.
Tudo começou quando ele publicou o seguinte tweet:
A votação ia tomando um rumo diferente ao esperado pelos evangélicos. O pastor não se conteve e enviou ao seus seguidores a seguinte mensagem:
Então as acusações começaram. A primeira a ser atacada foi a cantora Aline Barros:
Depois ele twittou a mesma mensagem para os cantores Fernanda Brum e André Valadão:
Ana Paula Valadão, que está na Inglaterra em uma viagem missionária, se defende:
Malafaia contra-ataca:
E a opinião pública se divide:
E então, duas tags subiram para 2º e 3º lugar respectivamente no Treding Topics (TT's) do Brasil:
O que se vê são religiosos sem religião, "súditos" de um mesmo rei se dividindo, cada qual lutando pelo seu próprio interesse; pessoas tomando partido contra o direito de outras e usando o véu do cristianismo para esconderem seu egoísmo e insensatez. Líderes que deveriam propagar a paz, a unidade, o amor, a compaixão - que são princípios do cristianismo - mas estão perdendo tempo com ofensas e vãs discussões, colocando ainda mais lenha na revolta pública. Se a aprovação da união gay está causando todo esse tumulto no mundo gospel, então a doutrina pregada está longe de ser aquela que é "firme na rocha", segundo ensinamentos do próprio Jesus.
Os tais "filhos de Deus" deveriam ser os primeiros a levantarem essa bandeira em favor dos homossexuais, uma vez que a homofobia ia ser amenizada e uma considerável camada da população iria estar satisfeita em ter seus direitos garantidos. Assim, o tão sonhado respeito com aquilo que é diferente já daria seus primeiros passos rumo a concretização, e o verdadeiro evangelho, que prega amor e tolerância, seria estabelecido como lei em um meio onde a discriminação dita as regras.
01/05/2011
60 mil brasileiros declaram viver com pessoa do mesmo sexo
Em 2007, o instituto incluíra a pergunta em uma contagem parcial realizada em municípios com até 170 mil habitantes. No Censo 2010, a maior concentração absoluta de casais formados por pessoas do mesmo sexo foi verificada na Região Sudeste (32.202).
Nunes citou o aumento do número de pessoas que se declararam pretas nos últimos levantamentos para explicar o que poderá ocorrer em relação aos casais do mesmo sexo nas próximas pesquisas. "A declaração da proporção de população preta aumentou bastante, não porque aumentou a fecundidade nesse grupo, mas porque o sentimento de pertencimento cresceu, e a consciência é maior. Quanto maior é a consciência, maior é a resposta afirmativa", declarou o presidente do IBGE. "É certo que nos próximos censos esse número tenderá a aumentar, o que não significará dizer que haverá mais casais do mesmo sexo se unindo", acrescentou.
Para o presidente do IBGE, o reconhecimento é maior à medida em que legislação brasileira se adapta às novas situações, com mudanças no imposto de renda, na Previdência Social e em seguros saúde prevendo direitos para casais do mesmo sexo. "Ao se perceber que esse direito é uma conquista de fato, também do ponto de vista social teremos mais informação".
O número de 60.002 casais representa 0,16% do total de cônjuges do País. A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais realizou, durante coleta de dados do Censo, uma campanha para que os homossexuais declarassem sua condição. O tema da campanha era: "IBGE: se você for LGBT, diga que é!".
Fonte: G1
26/04/2011
Sexo só depois do casamento: mito religioso ou papo sério?
Seja com garotos de programa, com um desconhecido depois da balada, com um amigo sozinho em casa ou marcando pela internet - hoje em dia não existem mais fronteiras que impeçam alguém de fazer sexo. Uma prática boa e saudável, que todos fazem sem reclamar. Mas, e seu eu esperar até depois do casamento pra transar?
“Casais que esperam para ter relações sexuais depois do casamento acabam tendo relacionamentos mais estáveis e felizes, além de uma vida sexual mais satisfatória”, é o que aponta uma pesquisa publicada pela revista cientifica Journal of Family Psychology.
"Independentemente da religiosidade, esperar ajuda na formação de melhores processos de comunicação e isso ajuda a melhorar a estabilidade e a satisfação no relacionamento no longo prazo", diz o pesquisador Dean Busby.
No estudo, pessoas que praticaram a abstinência até a noite do casamento deram notas 22% mais altas para a estabilidade do seu relacionamento do que os demais. As notas também foram 20% mais altas entre esses casais que só praticaram o sexo após o casamento sobre a qualidade da vida sexual (15% mais alta) e o diálogo entre os cônjuges (12% maiores). A pesquisa foi feita com mais de duas mil pessoas.
Fonte: Gospel Mais
09/04/2011
Purpurina dá ibope: estereótipos homossexuais em novelas globais
Choquei! Quem não se lembra da expressão de Cássio, personagem de Marco Pigossi, na novela Caras e Bocas? Foi o marco da homossexualidade estereotipada na mídia, e, mesmo assim, obteve uma ótima recepção do público. Cássio era um jovem descolado e divertido; ficou conhecido por seu jeito espalhafatoso com inúmeros trejeitos femininos - a famosa “bichona”. Afinal, isso é ser gay?
Segundo estudos do pesquisador Luís Eduardo Peret, mais de 38 telenovelas globais já mencionaram, de alguma forma, a homossexualidade em seus personagens. Ao longo do tempo, levando em consideração o período histórico e a política social da época, vários outros estereótipos surgiram para caracterizar homossexuais.
De acordo com a sua pesquisa, o caso pioneiro dessa temática na mídia foi em 1974, na novela O Rubi, onde Conrad Mahler (Ziembonski) tinha uma relação com o Michê Cauê (Buza Ferraz) e assassina a mulher por quem o namorado se apaixona. Nesse primeiro momento, a globo retratou o homossexual como o criminoso causador de problemas. Já nas novelas Pai herói, Roque Santeiro, Ti-ti-ti, Renascer,U ga uga e Um anjo caiu do céu, ser gay era somente um disfarce para héteros conseguirem algum tipo de benefício.
Ainda na década de 70, nas novelas Dancin´days, Marron- glacé e Os gigantes surgiram os primeiros personagens completamente efeminados, sendo essa última, a pioneira a retratar o romance lésbico. A partir da década de 80 os personagens gays conseguiram destaque principal nas tramas. Em 2007 a novela Paraíso Tropical “lança” um novo estereótipo: gay para ser gay deveria entender de arte, vestir-se bem, ser culto, além da boa aparência e uma ótima condição financeira.
Em 2011, a globo dá um pequeno drible nessa moda de estereótipos. Jorge Fernando, diretor da regravação da novela Ti-ti-ti, fez do personagem Julinho, interpretado por André Arteche, uma pessoa normal como qualquer outra: se apaixona, chora, abraça, tem amigos... Ser gay era só um detalhe na vida dele.
Em um relatório divulgado pela GGB (Grupo Gay da Bahia), 198 pessoas foram mortas em atos homofóbicos no ano de 2009, e esse número vem só aumentado. “A cada dois dias um homossexual é assassinado no Brasil e precisamos dar um basta nesta situação”, afirmou Marcelo Cerqueira, presidente do GGB.
Não existem dados que comprovem, mas boa parte desses homicídios ocorre pela ignorância da sociedade que tem o gay como uma figura esdrúxula, digna de repúdio. Há quem afirme que a televisão é a maior influenciadora da massa e, enquanto a figura do gay estiver deturpada nesse veículo, esses crimes só têm a tendência de aumentar. Purpurina dá ibope nas novelas; em delegacias de polícia também.
12/01/2011
Rebeldia Sexual
“Não me esconder. Viver... Me drogar... Transar... Amar... Usar camisinhas... Esta é a minha forma de protestar”. Grandes Mentiras é um filme que aborda a contemporaneidade de uma juventude rebelde, com ênfase na complexidade dessa fase da vida. O título se torna subjetivo ao transformar de forma crua os devaneios de um grupo de jovens que se prepara para curtir o verão da melhor maneira possível, segundo as suas visões. Uma vez que não há nenhum acontecimento central ou um simples fio em que possamos entender a história, o longa desperta uma curiosa atenção no modo em que trata a sexualidade dos personagens.
Sexo é a melhor demonstração de amor? Deixar-se levar por esse sentimento ou lutar para conquistar aquilo que o coração manda? Festas, drogas e sexo – sob esse tripé se sustenta a vida de todos os personagens. Há a garota indecisa, que sofre por não deixar fluir aquilo que exalam os seus hormônios, e quando o faz, perde as diretrizes e se lança em um amor que a faz descobrir um mundo desconhecido.
Há ainda o músico frustrado que transa com todas as garotas e magoa o coração daquela que o ama, que por sua vez, foi capaz de trair a sua própria amiga para viver esse romance. Pablo aparece duas vezes no filme somente para manter relações com Sônia e depois some misteriosamente. Ela mantém sua vida sem permitir a aproximação de muitas pessoas e sobrevive da venda de pastilhas de êxtase.
Toni é apaixonado pelo seu melhor amigo, Nico, e faz de tudo para agradá-lo, até mesmo topa a loucura de vender drogas. Entre olhares e indiretas, Nico não dá brechas para que ele demonstre seus sentimentos. Cansado por viver as dores de um amor proibido, ele se entrega ao sexo sem compromisso e ao delírio das drogas. Até que um desfecho brilhante, mas sem lógica, acontece.
A premissa principal é percebida quando o filme chega ao fim – os jovens da atualidade contemplam a sua liberdade de forma promíscua, se agarrando aos instintos e se deliciando naquilo que a idade permite. A fotografia peca muitas vezes, não obstante, não houve significado claro ao uso de fundos escuros em algumas cenas. As expressões de dor e sofrimento também deixam a desejar. No fim de tudo, contempla-se o recado do filme: as escolhas da vida sempre são um caminho sem volta.
Mentiras Y Gordas (Espanha, 2008)
Direção de Alfonso Albacete e David Menkes
Roteiro de Alfonso Albacete, David Menkes e Ángeles González Sinde
Com Mario Casas Ana de Armas, Yon González, Ana María Polvorosa, Miriam Giovanelli
14/12/2010
Masturbação é bom e eu gosto!
Alguém disse isso em um blog: “Masturbação é bom e eu gosto, mas vicia e não quero ser dominado por isso”. A prática que ganhou inúmeros apelidos como “descascar banana”, “Maria cinco dedos”, “espancar o palhaço” e tantos outros, é diagnosticada por médicos como uma prática saudável, um simples jeito de descobrir os prazeres do próprio corpo. Porém os cristãos dizem que masturbação é pecado? Por quê?
O mal da masturbação não está no método que é chegado ao orgasmo, mas no que leva a pessoa chegar a ele. Ninguém bate uma “punheta” pensando no carro do ano ou em uma roupa nova. O desejo pelo corpo do próximo, a lascívia, até mesmo o adultério no pensamento durante o ato da masturbação é que leva essa prática a ser pecado.
Mas como liberar o excesso de esperma? A biologia explica: existe o fenômeno chamado “polução noturna”. Esse recurso é espontâneo do corpo humano e acontece quando há um acúmulo hormonal e a polução funciona como uma espécie de válvula de escape para que você não precise se masturbar. Geralmente a pessoa sem precisar de estimulação amanhece aliviada e isso não constitui pecado.
Isso aí é só pra esclarecimento. Vou passar a escrever os meus contos, eu tô sentindo falta disso.
Obrigado a quem visita sempre. Até mais!
13/12/2010
O primeiro beijo é melhor para os homens
Em um mundo tão moderno, existe uma questão que com o passar dos anos vem sendo esquecida, mas que é primordial para a vida sexual: o valor e doçura do primeiro beijo. As mulheres sempre sonham com essa realização, talvez por seu romantismo e sensibilidade. Ao menos é isso que nos fizeram acreditar!
“O primeiro beijo é um evento significativo, uma marca de desenvolvimento que leva as pessoas ao reino da maturidade sexual e da vida adulta“, dizem os pesquisadores Pamela Regana, Winny Shena, Eric De La Pentildeaa e Elizabeth Gosseta, da Universidade da Califórnia (EUA).
Em uma pesquisa, eles pediram a 338 voluntários que descrevessem as “reações afetivas” (impressões, emoções, sentimentos) que tiveram antes, durante e logo após o primeiro beijo. Antes, as reações mais comuns foram “subjetivamente desagradáveis” (ansiedade, medo, incerteza) – o que é previsível.
Mas o que surpreendeu foi que um número “significativamente” maior de homens disse ter sentido coisas positivas durante e após o beijo. E por quê?
“Essa diferença entre os gêneros está de acordo com pesquisas anteriores sobre as reações afetivas a outros eventos sexuais (primeira transa, por exemplo), e podem refletir a operação de forças socioculturais, que encorajam o homem a adotar atitudes mais positivas do que as mulheres em relação a experiências e expressões sexuais“.
Os homens são realmente os “compulsivos sexuais” ou as mulheres sentem-se tão inseguras que acabam permitindo que a sua vida sexual seja ferida pelo medo? Ou os dois? Vocês concordam?
25/11/2010
O lado "bom" da pornografia
Railton Araujo, 33 anos, mora em um pequeno apartamento no centro da cidade. Trabalha como professor de aulas de reforço em domicílio e é auxiliar em restaurante. Seu hobby: colecionar revistas pornográficas.
Ao entrar em sua residência já de cara temos a impressão de estar em um estúdio de fotos. Em todas as paredes, sem exceção, a capa de uma revista enfeita uma pequena moldura formando um vasto painel com beldades seminuas.
| Parede próxima a entrada do apartamento de Railton |
“Eu morro de ciúmes. Não empresto, não dou”, conta Railton mostrando com orgulho sua grande coleção de revistas Play boy. “Eu tenho uma paixão tão louca por essa revista que já fico vasculhando quem será a próxima capa, até de dois meses antes. Eu preciso é estar informado”.
| Parte da coleção de revistas |
Mesmo sendo homossexual bem resolvido afirma: “Eu não sei de onde surgiu essa paixão louca por mulheres nuas. Eu compro a revista Sexy quando a capa é interessante, mas a minha verdadeira paixão é a Play Boy”.
A primeira revista de sua coleção foi com a capa da atriz Paloma Duarte, em 1994. Desde então passou a comprar todas. “Peguei algumas que o meu pai tinha, eram quase 50. Eu tenho muitos amigos em bancas, vasculho internet, me disfarço de qualquer coisa para conseguir uma Play boy”. Até revista encontrada em cesto de lixo já foi parar em sua coleção.
Além de revistas femininas, em seu acervo constam alguns exemplares da revista G Magazine. Sua admiração pela nudez é tão grande que a porta da sua geladeira é uma foto gigante de um dos modelos dessa revista. Porém “se me derem de presente uma Play boy e dez revistas de homem nu que eu não tenho em minha coleção, eu fico só com a Play boy”.
Em suas inúmeras histórias pela corrida atrás de um exemplar, relata que chega a sentir quando uma nova revista chega às bancas: “a dona do lugar já sabe como eu sou. Sempre vou no dia certo da chegada. Já me oferecem 300 reais em uma de minhas revistas, é o preço do meu aluguel, mas eu não vendo nenhuma”.
| Capa do mês de novembro da Playboy |
Diferentemente da maioria dos admiradores que buscam esse produto para estímulo sexual, Railton deixa claro que essa não é a sua intenção: “Tudo me interessa na Play boy. Quem será a mulher da capa, a negociação do cachê, o fotógrafo, o lugar para onde as beldades viajam, mas o que me impressiona mesmo é a beleza da foto”.
Segundo ele, todo o investimento em produtos de nudez foi somente para matar a curiosidade de quem deseja ver uma celebridade nua. “Eu acho bonito ver uma mulher pelada. As revistas pra mim não são um amuleto pornográfico, não só porque sou gay, mas se fosse hétero também não pensaria assim. Eu gosto é do lado artístico da coisa".
24/11/2010
Afinal, o que ELES querem?
O que se ouve por aí são mulheres dizendo que homens são todos iguais: só querem saber de futebol e sexo. Baseadas nessa fantasiosa premissa, várias pesquisas já foram realizadas em prol de examinar o comportamento sexual dos marmanjos. A última delas, segundo a revista Super Interessante, cientistas constataram que os homens de voz grossa têm mais filhos. Mas isso não vem ao caso.
Se basear nesse clichê só torna as mulheres o que elas detestam ser ou sentir: um objeto de diversão dos homens. Se elas mesmas, as principais interessadas no sexo masculino, os rotulam com qualidades tão supérfluas, porque nós, que não somos bobos nem nada, vamos contrariá-las? É a lei da ação/reação aplicada na sexualidade: nós somos o que elas nos definem.
Mas sabem, existe o João que gosta de um cafuné depois do trabalho. Tem o Pedro que adora sair de mãos dadas para tomar sorvete. Sabe o Tiago? Ele só deseja um bom papo acompanhado de um delicioso banquete em um restaurante fino. E não, essas não são as armas para conquistar uma donzela (nem sempre, admito!), mas nós homens também gostamos de socializar com o nosso grande amor.
Nós só 'precisamos' ser vistos e admirados. Queremos um beijo doce, alguém que supre a carência que temos (mas que não demonstramos porque nós precisamos ser fortes para proteger vocês). Só queremos um dia de folga ou um tempo com os amigos. No fim de tudo, cada homem necessita de uma coisa diferente; mas no geral só precisamos daquilo que vocês também buscam: sentir-se amados e livres.
O blorkutando lançou esse desafio. Eu não participei e acabei viajando por outra vertente do tema proposto. Espero que gostem da opinião. Até!
22/11/2010
Sex Shop - Dando azas a imaginação
É um ambiente de mais ou menos 10 metros quadrados que fica aos fundos de uma loja de bijuterias. O lugar é discreto, até que uma porta que dá entrada ao departamento de artigos eróticos seja aberta. A primeira vista é de uma prateleira cheia de produtos inusitados: protótipos de pênis e vaginas, lubrificantes de diversos sabores e acessórios que deixam o sexo mais “hot”. Aos fundos, roupas para as mais sofisticadas fantasias sexuais que vão de heróis de desenhos animados as mais diversas profissões, como enfermeira por exemplo.
A empresária Grazielle Nolito, dona da loja, conta que começou com um espaço de mais ou menos 5 metros quadrados e, devido à grande procura, teve de alterá-lo. Com o progresso gradativo no número de sua clientela, hoje a loja já está com o terceiro aumento do seu espaço concluído. “Antes a maioria dos compradores eram mulheres, mas hoje em dia os homens também vêm procurando bastante os nossos produtos”.
Para abrir a loja, ela investiu cerca de 5 mil reais (tanto para os produtos eróticos quanto para as bijuterias) e o seu capital de giro atualmente é em torno de 3 mil. Desde que passou a revender tais produtos, o lucro da loja passou a variar entre 6 e 7 mil reais. “Não me arrependo de ter aberto esse negócio”. O produto mais barato da loja é a bolinha erótica que custa R$ 4,00. O mais caro é um vibrador em formato de pênis de R$ 167,75.
A empresária participou recentemente da Erótika Fair, uma feira que reuniu os maiores produtores desse ramo em um ambiente de exposição das suas últimas criações. “O nosso fornecedor é da cidade de São Paulo. Quando compramos os produtos eles nos orientam a não ficarmos constrangidos na frente do cliente para que se sintam seguros”, conclui. Mas nem só de produtos eróticos vive esse mercado! As redes de motéis também vêm crescendo na cidade.
Essa é uma série de reportagem que eu fiz pra faculdade. Os próximos textos do meu blog serão a continuação desse texto. Os próximos tópicos serão "Rede de motéis", "Mercado da prostituição", "Sexo audiovisual".
Até lá!
08/10/2010
Lady Gaga e a Escravidão de Vampiros
Lady Gaga lança mais um de seus clipes polêmicos, mas como já era de esperar não é nada inovador. A cantora soma crítica a religião e sensualidade explicita como em Alejandro. O que trás de novo nessa produção é a participação do personagem que ganhou repercussão com a saga Crepúsculo, o vampiro.
Um ser das trevas é preso e seu caçador inicia o processo de tortura - o que faz lembrar a série Sobrenatural quando incita os métodos caça-vampiros. No meio da sessão o suposto caçador envolve sua caça em um jogo de sensualidade. Lambidas no pescoço, corte no peito. Em tudo ele tenta amarrar sua vítima, que aos poucos consegue se libertar e, no final, também sem inovação, o transforma em um vampiro.
A participação da cantora não vai além da sua voz. Os personagens, homens fortes e vestidos com roupas de couro, pronunciam falas de Gaga que não existem na música original. Em todo instante do clipe percebe-se as ideologias que a cantora difunde. Primeiro, a apologia a homossexualidade. Segundo, o rebate às críticas que as igrejas fazem contra o seu trabalho.
Clique aqui e assista o vídeo.
05/10/2010
Verdadeira homossexualidade?
Os dogmas religiosos estão cada vez sendo mais questionados pelo cinema. A mais nova produção que se sustenta nesse pilar é do diretor Haim Tabakman, “Pecado da carne” (Eyes Wide Open). O título já dissolve o posicionamento do longa quanto ao assunto, trabalhado com uma delicadeza ímpar e que tenta difundir a realidade ou simplesmente fundamentar-se naquilo que ocorre com mais frequência na sociedade.
A homossexualidade é um desejo construído ou é algo que já nasce dentro do indivíduo? Aaron Fleishman (Zohar Strauss) é morador de um bairro ultra-ortodoxo em Jerusalém. Administra a herança do pai, um açougue de comida kosher – a única comida que pode ser consumida pelos judeus – e cuida dos seus quatro filhos.
A rotina observadora dos costumes de Aaron é abalada com a chegada do estudante Ezri (Ran Danker) que consegue um emprego no açougue dele – sabe-se lá como. Eles começam a passar muito tempo juntos, cada vez por períodos maiores, e um laço de amizade é estabelecido. É a partir daí que os verdadeiros conflitos do longa surgem.
Se lançar em um amor puro e verdadeiro, desconstruir sua verdade, questionar sua própria conduta ou viver enclausurado na tristeza por não ceder à vontade dos seus sentimentos? Os cárceres mentais são explanados de uma forma pura no personagem Aaron. Como conviver com a dúvida dos desejos? Correr atrás da sua felicidade proibida ou continuar trilhando um caminho obscuro?
A homossexualidade é tratada nas religiões mais conservadoras como um pecado mortal, por isso a direção demonstra uma grande ousadia em diluir a história no ambiente ortodoxo. Diferentemente do longa brasileiro “Do Começo Ao Fim”, que mostra um amor homossexual surgido do nada, construído do nada - logo sem verdade - os conflitos existenciais de quem porta esse sentimento são mostrados de uma maneira crua e sempre permanecendo imparcial quanto as idéias.
Nada tem no filme que prenda a atenção. A história em si, por mais batida que seja, é encarregada dessa tarefa. Os atores estão irreconhecíveis pelo visual típico dos judeus. Esse é o primeiro longa produzido por Tabakman e já rendeu a seleção para a mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes em 2009 e o título de melhor ator para Zohar Shtrauss.
30/09/2010
Luxúria - o mais doce pecado
Pernas entrelaçadas, beijos no pescoço, mordidas na orelha, lambida no peito. Respiração ofegante e corpo suado. Orgasmo, êxtase, adrenalina, tesão. Toques excitantes, mãos que deslizam, carne em chamas. Sorriso safado, gritos de prazer, excitação gloriosa. No escritório, no elevador, no quarto, na cama. Esse é o sexo, combustível da luxúria.
Na verdade, ela é a porta para os demais pecados. A luxúria toma café na cama junto com a preguiça e vive no glamour da avareza. Ela sempre quer mais, assim como a gula, e sente-se orgulhosa por ter tudo; porém se enche de ira quando há algo que lhe cause inveja e o sentimento de ódio lhe toma de conta.
A luxúria não compartilha. Ela é egoísta, mas nada faz sozinha. Ela experimenta de tudo e de todos, tem poder absoluto. Banhos de espumas, noitadas com o uísque, tom avermelhado, sensualidade explícita. Ela voa nua no céu. Estende-se na cama, e exala perfume de flores. Ela está no arfar dos corpos cruzados, no tango colado, no dinheiro do bolso, nas luzes da noite, no sexo perverso.
É o pecado do hoje, do agora. É a liberdade. É viver cada minuto como se fosse o último. É a plenitude de vida. É a satisfação da carne. É o cárcere da vergonha. É o veredito da morte. É um mandamento de Deus.
Quem gostou do post deixa um recado. Está aí, o pecado "mandamento". Isso porque só se deve fazer ele dentro do casamento hein? uahsuahahs
É essa a minha participação no @blorkutando dessa semana. Espero que role alguma coisa lá.
No mais estou muito bem, obrigado!
23/09/2010
Idústria do sexo cresce juntamente com os males sexuais
A indústria do sexo vem crescendo rapidamente nos últimos anos e a facilidade de encontrar produtos desse ramo se intensifica. O setor de produtos eróticos registra um crescimento anual de 15% no Brasil e movimenta R$ 1 bilhão por ano, segundo a Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico (Abeme), criada em 2002.
Seja na internet, videolocadoras ou sexshop’s, a variedade de produtos é visível à medida que essa prática, até mesmo receitada para hipertensão, é mostrada de maneira explicita por tantos veículos. O que se vê hoje são pessoas esquecendo-se da prática e sendo cada vez mais expectadoras do sexo.
Seja na internet, videolocadoras ou sexshop’s, a variedade de produtos é visível à medida que essa prática, até mesmo receitada para hipertensão, é mostrada de maneira explicita por tantos veículos. O que se vê hoje são pessoas esquecendo-se da prática e sendo cada vez mais expectadoras do sexo.
Cientistas que estudam os efeitos da pornografia encontram uma barreira para sua pesquisa: não encontraram um só homem que não tenha visto um filme pornô na vida. Os pesquisadores pretendiam comparar os comportamentos de alguém “virgem” desses produtos com os dos consumidores assíduos.
O estudo comprova que com 10 anos os meninos já começam a consumir esse tipo de "mercadoria". Com essa idade, poucos têm uma vida sexual ativa será?. A saída então é a famosa masturbação. Mas, ela é uma prática saudável?
O jovem B.S.*, 18, iniciou sua vida sexual com a masturbação por volta de 11 anos. “Me masturbava de acordo com o que se passava na minha cabeça, tipo imagens, vídeos, fotos, algo que lembre cenas ou situações que me excitavam”, conta.
O site Portal Power afirma que a masturbação pode ocasionar esgotamento cerebral, impotência sexual e ejaculação precoce, além da lesão por esforço repetitivo - LER. Portanto, uma indústria que cresce gradativamente pode estar se tornando crucial para alguns males sexuais.
*nome não divulgado por princípios morais
*nome não divulgado por princípios morais
07/08/2010
A homossexualidade tem cura?
Homossexualidade tem tratamento? É, afinal, uma patologia? A religião pode justificar sua origem? Essas premissas são questionadas no longa-metragem Salva Me, título ambíguo e irônico que retrata a vida do jovem Mark - Chad Allen. É assumidamente homossexual, vive de inúmeras aventuras eróticas, além de ser viciado em drogas. Atribui como justificativa para essa vida insana a morte do pai e a sua hipocrisia em questões sexualmente familiares. Após uma tarde de prazer com um rapaz desconhecido, Mark tem overdose e é levado pelo irmão para uma clínica de reabilitação, a Casa Gênesis. A princípio seu comportamento demonstrava repulsa pelas regras da casa. Com o passar do tempo, Mark descobre os prazeres consequentes de quem conhece a si e leva uma vida demasiadamente tranqüila.
A clínica Gênesis é, na verdade, um centro de recuperação cristão que desenvolve o trabalho de “curar” homossexuais, instruindo os internos a focalizarem seus desejos pecaminosos em atividades distantes de atos julgados imorais. A casa promete ter os 12 passos para transformar o jovem gay em hétero.
Conviver com seres humanos pode desencadear inúmeros sentimentos em qualquer indivíduo, o mesmo acontece com Mark dentro da clínica. Desconsolado por habitar em um local indesejado e, consequentemente, sensível a qualquer tipo de afeto, ele conhece Sckott - Robert Gant –interno há cinco meses. O sentimento de amizade é confundido por ambos, ocasionando a paixão ardentemente incontrolável de um pelo outro.
Durante os 96 minutos do filme, muitos diálogos que enfatizam a questão homossexualidade VS religião são discutidos e levam a uma reflexão profunda sobre esse ácido e indecifrável desejo; conta também com depoimentos que exalam o odor interno de pessoas que vivem combatendo contra esse “problema”.
Tomando por base o roteiro do longa, é comum na sociedade contemporânea jovens descobrirem novos desejos em sua sexualidade e focalizarem sua vida nessas aventuras. Em contrapartida, é necessário enfatizar o quanto os grupos religiosos vêm crescendo, principalmente no Brasil, reprimindo esses desejos em busca de uma identidade semelhante à de Deus.
Para explicar o fenômeno homossexualidade, os religiosos tomam por base algumas explicações bíblicas, sendo a mais citada a passagem de Levítico 20:13, afirmando que existe condenação para quem pratica tais atos. Argumentos auxiliar a esse são as evidências que giram em torno de que que toda prática homossexual é desencadeada por algo marcante na vida emocional do indivíduo. Porém, estudos da Associação Americana de Psicologia (APA), concluiu que há pouca evidência de que tentar fazer com que pessoas mudem sua opção sexual de gays para heterossexuais funcione.
05/08/2010
Homoerostismo Brasileiro
O cinema nacional sempre foi questionado por trazer estereótipos e histórias preconceituosas em algumas de suas filmagens, como, por exemplo, em Cinderela Baiana (1998) que foi fiasco nas bilheterias e causou vergonha até na atriz principal do longa. Em contrapartida, alguns títulos como Cidade de Deus (2002), Tropa de Elite (2007) e Lavoura Arcaica (2001) ganharam destaque pela riqueza no roteiro e excelência ao mostrar a realidade brasileira. Em 2010, mais uma vez assuntos polêmicos chega às telonas.
Do Começo ao Fim é o terceiro longa-metragem produzido pelo diretor Aluizio Abranches, conhecido por abusar da sensualidade em seus roteiros. O homoerotismo é explorado em uma história de amor entre dois irmãos.
Contado de maneira cronologicamente crescente e peculiar, o filme mostra em seu início um exemplo de como o amor homossexual pode surgir, mesmo em berço de incesto. Duas crianças (Thomás - Rafael Cardoso – e Francisco - João Gabriel Vasconcellos), filhos de pais diferentes, crescem juntos e aos poucos vão descobrindo um sentimento que vai além do afeto entre irmãos.
Em um acidente de carro repentino, Julieta – mãe dos garotos, interpretada por Júlia Lemmertz – morre, deixando os já adultos Francisco e Thomás livres para viver uma ardente história de amor levada à violência, medo, intolerância e sensualidade.
João Gabriel fala sobre sua atuação ao lado de Rafael Cardoso: “A gente se identificou de cara, mesmo sem muito contato. Ele é um grande ator e mesmo as cenas mais polêmicas não assustaram a gente. O objetivo de realizar um bom trabalho nos motivou todo o tempo”. O trailer do longa vazou na internet e já ultrapassou 400 mil acessos.
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