31/08/2009

Capítulo 5 - No Moinho

Levantei do sofá apressadamente. Tudo não passava de um sonho. Tudo mesmo. Pierre na rádio, a bela Sophie me visitando... como eu queria que tudo fosse verdade. Atendi a campainha. Era Pierre. Saímos de casa e fomos subir a minha colina. Chegando lá me encostei em umas das paredes do moinho. Ele estava lá desde 1918. Construído por um agricultor no período da primeira guerra mundial. Por dentro, o moinho tinha uma arquitetura bastante simples, como se não houvesse recursos para a sua construção. Era azul com detalhes brancos. No seu interior tinha um cheiro de serralheria e uma escada que leva para o andar de cima, onde tinha um farol. No seu subterrâneo havia uma pequena sala, onde cabiam de 5 a 6 pessoas, provavelmente construída para abrigo durante a guerra. O livro que eu levei dessa vez foi “Os Carbonários", de Alfredo Sirkys, um livro bastante emocionante e o único capaz de prender minha atenção para esquecer daquele sonho. Sophie. A minha Sophie. Como eu queria um dia poder abraça-la, beija-la, casar-me com ela. Mas eu não tinha coragem. Maman sempre dizia que eu era bonito, que a mulher que se casaria comigo seria uma mulher de sorte, mas isso não bastava para que eu tivesse a ousadia de me declarar para Sophie. Tentativa inútil. Eu não conseguia mais tirar meus pensamentos dela. Tudo me lembrava a jovem Sophie. O ar que eu respirava, o lugar onde eu estava, as flores ao meu redor, os passarinhos cantarolando... “ - Deus eu vou enlouquecer”, me vi gritando. Pierre se assustou, perguntou-me o que eu tinha e sacudi a cabeça em sinal de negação. Deite-me na grama e ouvi uma voz – doce e firme - gritando: “ - Ennnnnnnnnnnnnzo”. Virei o rosto para ver quem era, mesmo reconhecendo aquela voz até no Brasil. Era Sophie... Reveja: Capítulo 1 Capítulo 2 Capítulo 3 Capítulo 4 Colunista: James Pimentel :D

3 comentários:

marizé disse...

"Virei o rosto para ver quem era, mesmo reconhecendo aquela voz até no Brasil. Era Sophie..."

atorei hahahaha! XDDD

Luan Fernando disse...

Quando estamos apaixonados sempre ficamos assim... sonhando o tempo todo.

Benigno disse...

théthé ...
tó curioso agora ! ?