31/01/2011

A cura do coração

"As vezes temos que nos afastar das pessoas que amamos. Mas nem por isso o nosso amor por elas é menor".

A diretora Julie Anne Robinson catalogou o filme “A última música” (The Last Song) em gênero dramático e esse foi o primeiro dos grandes erros que o filme trás em seus 107 minutos de “apaixonite aguda”, rebeldia, falta de compreensão, “final feliz” e dependência emocional – características marcantes de mais um romance clichê da Walt Disney.

O roteiro deixou a desejar, uma vez que na sinopse gera-se uma expectativa na “cura” do relacionamento de uma filha que guarda grandes mágoas desde que o pai se separou da mãe. Basicamente o que se vê é uma adolescente mimada, que não sabe lhe dar com os seus sentimentos e não têm maturidade suficiente para enfrentá-los, buscando de certa forma livrar-se dos mesmos, mas de uma forma errônea e infantil.

Ronnie Miller (Miley Cyrus) é enviada por sua mãe (Kelly Preston) para passar alguns dias na casa do pai (Greg Kinnear), que está separado dela há três anos e vive em uma cidade praieira. Lá, Ronnie conhece uma nova paixão, Will (Liam Hemsworth), que a faz perceber que a vida tem suas curvas e cabe a nós superá-las com força de vontade e determinação, sem se machucar mais ou magoar pessoas.


Desde pequena, Ronnie é ensinada pelo pai a tocar piano, um talento que tentou enterrar junto com as boas lembranças da sua infância. A paixão por Will fragilizou seus sentimentos deixando-a aberta ao amor que seu pai sempre tentou lhe mostrar, mas que nunca havia encontrado oportunidade.

O fim do longa não é surpreendente, no meio do filme já sabe-se o fim. Contudo, quem tem um senso de espírito melancólico, digno dos livros de Meg Cabot e dos romances adolescentes em geral, com certeza irá derramar lágrimas durante a exibição.

A atuação de Miley Cyrus é equivalente ao de Robert Pattinson no filme Lembranças – fraca para o peso do personagem, sem expressão facial alguma e que deixa o roteiro, que tinha tudo para ser fenômeno cinematográfico, em algo sem vida. Contudo, os demais atores suprem essa carência.

Porém, apesar de tantos erros, a fotografia de John Lindley usa e abusa dos lindos cenários da praia onde o filme foi gravado, utilizando de poucos efeitos especiais e fazendo com que a realidade da cena tivesse um tom maior de romantismo com a natureza bela e pura, e isso em praticamente todas as cenas.

No fim é um filme que vale a pena assistir. Nota 8,0.

Assista ao Trailer

10 comentários:

Jéssica Trabuco disse...

Uhm... gostei do resumo, vou ver.

Italo Stauffenberg disse...

tenho vontade de ver esse filme, vou aulgar qualquer dia. abração, james!

Clara disse...

Vale à pena mesmo? Porque não foi isso que você transpareceu! rsrsrsr

Não sou fã de paixonites a não ser que seja muito bem feito e tenha um ótimo roteiro. Mas, fiquei curiosa quanto á atuação da Miley.

:)

Lαís Pαmelα :) disse...

eu gostei muito do filme, mas o livro é muito melhor.
beijos.

. pamela moreno santiago disse...

Estou passando longe de filmes melódicos.
HSUHAUHS

E quem sabe se não vai esquentar cada vez meu conto lá ? lala ♪

JhonSiller disse...

Não gosto muito da Miley Cyrus mas parece ser uma boa pedida!
Gostei do teu blog tambem. muito bom

Fabi Celso disse...

gostei da descrição do filme, irei vê-lo.
beijos

Pegadas do Coração disse...

Esse filme é demais, cara!Quem não assistiu, recomendo!
Abraço.

Debbys disse...

bom, nunca vi não, mas discordo sobre o robert pattison em lembranças.. eu naum sou fã dele, e acho que ele atua super mal na saga do crepusculo, mas achei q ele se deu bem em lembranças... bom, nunca tive vontade de ver esse filme ai, mas vou alugar ele da proxima vez, ok?
bjsss

Dany Dourado disse...

Caramba... chorei tanto quando assisti o filme... (e eainda chorei nas outras 5 vezes que assisti). É, não sei como, mas não gosto de filmes de apaixonite aguda, acho que chorei foi mais por causa do Jonah. HAHA
Há pouco tempo atrás, li o livro, o que deixou o filme uma porcaria. E o que mais gostei no livro foi o fato do Steve procurar pela presença de Deus. E muito emocionante quando ele sente essa presença.
DETALHE: assisti esse filme umas seis vezes e chorei em todas elas. Mas, com certeza, lendo só o livro, chorei mais do que todas as vezes que assisti o filme.