05/06/2010

PAIXÃO DE ADOLESCENTE

Ai que cara chato! Essa era o meu lema ao falar dele, mas na verdade tudo o que queria dizer era: Ai que príncipe! Sabe aquele garoto de jogar a cueca atrás da porta, limpar o nariz na frente dos seus amigos, fazer gude-gude nas suas bochechas e tudo mais? Ele era pior. Sempre me pegava nas costas e cavalgava como se eu estivesse na garupa de um cavalo. Por outro lado, sabe aquele cara fofo e carinhoso? Sim, também era ele. Achar isso tudo seria normal se não fossem por cinco questões:

1 – Eu já tenho 15 anos, idade suficiente para ser independente de coisas infantis;
2 – Ele era o cara mais cobiçado da escola;
3 – Ele nunca iria olhar pra mim com cobiça;
4 – Estou pedidamente apaixonada por ele;
5 – Ele é o meu irmão mais velho.

Num dia comum, sol ensolarado, vento batendo no meu rosto, ida para escola. Exatamente assim que descobri o inicio de tudo. Foi assim, no silêncio mortal, todos os detalhes de repente se encaixaram, numa explosão de intuição. Como eu queria que esse sentimento jamais estivesse existido!

Ele era o irmão que todas queriam ter. Apesar de suas criancices, era o cara mais tudo do mundo. Nunca ia pra escola sem levar e nunca ficava um almoço sem sentar ao meu lado. Pagava sempre minha conta, nunca deixava que os caras malandros se aproximassem de mim e sempre me dava um beijinho na testa antes das aulas. Sem contar que ele era um gato! E foi assim que eu descobri que amava ele.

Guardei essa apaixonite secreta comigo mesma. Tá, contei também para as minhas cinco melhores amigas, mas nada disso importa certo? Pois bem. O sinal tocou. Meu coração se acelerou quando lembrei que era mais uma sexta-feira, dia de ir da escola diretamente para o Big Burguer, a lanchonete mais badalada de Every City. Antes de entrarmos no carro, era um ritual meu irmão me pegar no colo e me beijar. Ai como eu gostava daquilo! Mas nesse dia ele jogou fora tudo o que eu tinha dentro de mim.

Quando sai do corredor da escola que ia direto para o estacionamento, ele estava lá. E ela também. Evelyn, a minha inimiga mortal. Não seria somente ruim ela estar próxima ao meu carro, não, isso nem importava. O que realmente contou era que ela estava beijando alguém. Era ele. Aquela bruxa estava envolvida nos braços musculosos do meu irmão.

Foi impossível não permitir com que as lágrimas saíssem dos meus olhos. Ao ver aquela cena, meu coração se partiu em mil pedaços. Mas foi ótimo ver aquilo, sério, foi ótimo! Hoje, dois meses depois, estou desprendida de toda meninice e infantilidade. É, hoje sou uma nova mulher. A mais cobiçada do colégio. Aquela que não chora mais por qualquer bobagem e nem espera mais um carinho de um irmão insensível e ingrato.

O que é pior nisso, é quando o vejo sem camisa! Ah, me perdoe, mas ainda sou mulher.

500 palavras. Minha nova participação no Capricho Fic. Espero que dê certo dessa vez. Sem mais, beeeijos ;*

4 comentários:

In Verbis disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
dianaBruna disse...

Diferente, no mínimo.
Olha quem apareceu por aqui...
bjinho
Intée

Sara disse...

Eu gostei do texto, aain.. deve ser estranho se apaixonar pelo irmão u__u Credo se eu amar meu irmão assim, credo de novo. Ei, sobre o lay, para falar a verdade eu nunca tentei fazer lays masculinos.

Naty Araújo disse...

Hahahahaha... adorei!
Estava lendo e lembrei do meu post, sobre irmãos rsrs.
Sufocante essa leitura.

Beijos.