02/10/2016

Milagre (+18)

Se eu não estivesse olhando fixa e diretamente para o seu rosto, sentindo minha mão passear pelo seu abdômen e com minha boca acariciando o membro mais lindo do seu corpo, não acreditaria que aquilo (finalmente) estava acontecendo.

*

Há sete anos esperava por um milagre. Não era a cura de uma doença incurável. Muito menos ganhar na loteria. Longe também de ser algo que me fizesse ajoelhar em prantos diante de um santo de porcelana. Na verdade nem tinha coragem de pedir aquilo a ninguém, tão sujo era meu desejo. Afinal de contas, você sempre foi hétero e eu sabia disso. Mas não podia deixar de fechar os olhos e imaginar a felicidade de carregar um troféu, que era aquilo que ele carregava entre as pernas.

Uma chamada no celular fez tudo mudar.

Ele estava carente, decepcionado por ter perdido o emprego. Pediu-me ajuda para não se sentir tão sozinho. Conferi na geladeira e tinha cerveja suficiente para passarmos algum tempo conversando, até adormecermos. Pedi que viesse até meu apartamento e trouxesse uma pizza. Ele veio e trouxe a pizza. Conversa vai, fatia de pizza vem, cerveja no balde. A carência dele logo passou e a melancolia que senti em sua voz pelo celular sequer deus as caras. Parecia distraído, aliviado. Tirou a camisa, respirou fundo, fechou os olhos e dormiu.

Até enquanto dormia seu sorriso safado não lhe saia da cara. Estava difícil controlar meu fogo ao vê-lo naquela situação. O suor descendo pelo abdômem bem desenhado, os braços 47cm espalhados pelo sofá e algo bem volumoso marcando na bermuda. Salivei, mas não podia fazer aquilo com um amigo. Amizade vale mais que sexo. Respeito vale mais que sexo! Resolvi tomar uma ducha e ir dormir também.

Enquanto me secava no banheiro, ele apareceu.
Nu.
Excitado.

Salivei novamente, garganta seca de incredulidade. Quando estava começando a entender aquela cena ele me tirou do box. Me levou pra sala. Jogou-me no sofá. Deitou-se em cima de mim. Rasgou minha roupa e beijou-me a boca. Não muito tempo deixou que eu usufruísse do meu prêmio.
O troféu tinha sabor melhor do que nos meus sonhos. Preenchia toda boca. Cheirava a vinho. O gosto era de mel.

Meu santo atendeu às minhas preces.
Meu milagre aconteceu.

Um comentário:

Natália Pereira disse...

Estou boquiaberta com essa situação. Cadê a continuação?
Gostei desse +18, me envolveu de uma forma diferente.

Beijos
Mundo de Nati