30/10/2013

Dor da saudade

A pior parte do meu dia é quando encosto a cabeça no sofá, abro um livro e tento me distrair com a história dos outros pra esquecer da minha. Mas não funciona muito bem, essa porra. Qualquer nome me lembra o teu. Qualquer situação me faz reviver na mente o que já vivi contigo. Até mesmo o fato de estar lendo me lembra das vezes que li pra ti.

Tá foda!



O que não sei explicar é essa saudade do caralho, que, tipo assim, envolve o corpo inteiro e aperta o coração, saca? Aquela merda de sentimento que você luta pra tirar do teu peito e a desgraça só aumenta na mesma frequência que aumenta a porra das lembranças, sabe como é?

Tá foda.

O que me deixou mais puto nessa história foi descobrir a ótima atriz que você é. Isso mesmo, sua ordinária. Eu acreditei quando você dizia que me amava. Acreditei quando você se fazia de frágil e procurava meus braços. Sua vaca. Na primeira oportunidade me virou as costas, fugiu com o circo pra puta que o pariu e me deixou aqui, na saudade.

É foda.

Mesmo assim, escrevo essa carta pra ti, daquelas que vou rasgar no final imaginando como seria apertar teu pescoço até te matar. Não foram essas as palavras que imaginei te dizer, mas desde que você partiu eu sou assim, um cafajeste que só xinga e bebe. Tu foi e me levou contigo. Me devolve, por favor.

Tô precisando de mim.

4 comentários:

Arianne Barromeü disse...

Dias atrás eu estava assim, desse mesmo jeitinho, o amor é algo frágil. Ou ama, ou fere. Dessa vez, vou sem tomar muitas expectativas.

Rick disse...

Mas é a vida, a gente vive quebrando a cara, se apegando a gente que não merece e no fim, acabamos desse jeito...
Mas calma, uma hora melhora. "_"

Raíssa França disse...

É assim mesmo, vez em quando a vida faz dessas conosco, mas tudo passa, é o clichê mais correto que conheço.

Ariana disse...

Tem dias que a saudade aperta e bate forte nos dois lados da cara.
Comigo acontece quase todos os dias.