28/04/2010

O PODER DO DISCURSO

“O discurso controla a mente e a mente controla as ações. Portanto, controlando o discurso controlam-se também as ações”. Segundo o autor, o discurso então analisado trata-se não somente de uma conversação ou um método de comunicação, mas, além disso, uma soma dos objetos verbais autônomos – e também os não-verbais – a uma prática social e situações empíricas, ou seja, circunstâncias onde as atividades cotidianas são base de contexto para atividades comunicacionais.

Os estudos de Teun A. Van Dijk partem do sentido do poder como autoridade ou dominação, mesmo que simbólico, de uma posição social qualquer sobre um ou vários grupos, sejam eles familiar, profissional, político, dentre outros. Durante a contextualização e o desenvolvimento desse estudo é levada em consideração a construção histórico-cultural das relações de poder – que observado por um lado extremista, pressupõe-se uma relação maléfica, embora contrariamente a isso, se faz uma relação necessária para o equilíbrio social – e discernindo como geralmente são tratadas as relações de domínio para, por fim, analisar o abuso de tal dominação.

Em uma estrutura de poder hierarquizada encontramos, primeiramente, as grandes instituições de governo político – parlamentos, sindicatos, grandes empresas, partidos políticos, órgãos públicos, igrejas, instituições de ensino, etc. Em segundo, posições de status dentro dessas instituições. Em terceiro, a relação Nós e Eles – tanto nas organizações institucionais quando nas interações do dia-a-dia. Em quarto, a influência derivada dos tipos de ações ou influxo na sociedade e, por fim, os controles sociais adquiridos pela força, tais como ditaduras e domínios de sistema democrático.

Tomando por base essas afirmações, podemos observar o abuso de poder e a “inocência” da sociedade em aceitar esse abuso sem questioná-lo. Vejamos o caso do poder religioso. Na maioria das culturas a figura de um homem cheio do “poder de Deus” é dada aos líderes religiosos – uma posição não delegada pela maioria. Com tal status, fica ao seu critério “exigir” aos fiéis de sua denominação viver um “certo costume” ou “aconselhá-lo” a praticar algo, usando sua autoridade e conhecimento bíblico como armas contra qualquer questionamento. Sua dominância no discurso de um aconselhamento – como dito anteriormente -, pedido ou indução por meio de aplicação da palavra de Deus de modo que cabe ao próprio líder a “melhor” forma e exercesse-los.

Em outras palavras, a relação de poder nas variadas camadas sociais já discutidas aqui, derivam de indagações do tipo “Quem tem o poder sobre o quê?” “Quem fala sobre o quê?” “Quem pode discutir o quê?” “Quem pode garantir que ‘isso’ é verdadeiro?” “Quem pode contestar minha posição social?” Dentre outras.

A dominação do discurso, em geral, parte do pressuposto que, tanto os Estudos Críticos do Discurso quanto a Análise Crítica do Discurso mostram como são organizados o exercício do poder pelos grupos dominantes – donos do poder simbólico, adquirido ou delegado – construindo uma sociedade baseada em leis e regras de uma estrutura estruturada qualquer e/ou como a sociedade é manipulada para formar e confirmar as representações sociais que são compatíveis a cada história e cultura dessas ideologias conservadoras e de supremacia.
Meu primeiro trabalho da faculdade postado aqui. Tirei nota 8,0 com essa dissetação, espero que vocês gostem e entenda um pouco do que é o jornalismo. Boa semana!

9 comentários:

Nathy disse...

Ficou perfeito o visual novo. Gostei muito.

Abraços!

Jamylle Carvalho disse...

Não vou mentir, não li o post. Mas já são 1h da manhã e quase não vejo nada. Vim só olhar o visual do blog que, por sinal, tá quase como você queria, né? Mais adulto? Gostei (:
Depois volto e leio o post com calma e, de preferência, sem sono. É.
Ah, e obrigada pelos parabéns! haha'

Erica Ferro disse...

Ah, eu gostei! =)
Ao que parece, é um bom trabalho.
Pessoas que têm o dom da 'oratória', tem uma arma muito grande nas mãos, tanto para o bem quanto para o mal.

Beijo, James.

Tiêgo disse...

PAGUEI PAU! Que dissertação mais bem elaborada, hein? Usou termos específicos, fatos bons e o melhor, não perdeu em nenhum momento o lado James Pimentel de escrever! Nota dez pra você!

Abraços ;)

TeXuco disse...

Olá.
Talvez seja por isso que nunca acerto nas coisas quando falo, ou nas ações quando são necessárias ;/
Gostei do visu, mas confesso que me assustei um pouco, achei que estivesse entrando em um blog desconhecido :S
Mas ficou legal xD
Beijos

Tiêgo disse...

Selo pra você no meu blog! Merecido, viu?

Debbys disse...

Ahh, ficou mt bacana o estilo nv do blog! xD
e valia qt? 10? ficou ótimo!
bjussss

Babizinha disse...

Os dois primeiros parágrafos confesso que fiquei perdida, porém adiante deu para entender bem aonde quis chegar! Merecida a nota. (:

Preciso praticar mais dissertação, principalmente, para quem quer seguir a profissão. Obrigada por incentivar!

Beijos
:*

Babizinha disse...

huaishuias E eu mandei o link com o blog de um amigo que beleza! Mals... :P