18/09/2009

Capítulo 10 - "Amiga"

Pude perceber que os seus olhos brilharam quando ela me reconheceu. Sentou-se ao meu lado no banco e começou a me encarar, parecia que Sophie procurava as palavras corretas, sempre cautelosa com receio de piorar a situação. Finalmente tive uma atitude de homem e perguntei o que ela estava fazendo naquela chuva terrível. Ela respondeu que estava a caminho de casa quando me viu sair desesperado da minha. Ficou confusa e foi até a janela lateral e ouviu o que meu pai estava falando. Segundo Sophie, Louis gritava perguntando a uma mulher o porque de ela ter feito “aquilo”. Eles começaram a discutir e sem dar nenhuma explicação, ele saiu de casa dizendo que sabia onde me encontrar. Sophie o tinha seguido. “- Desde o moinho venho seguindo seus passos, mas você caminha tão rápido que perdi você de vista”, disse Sophie tentando esconder um sua preocupação em me encontrar e logo em seguida perguntou o que havia acontecido. Contei-lhe tudo. Seus olhos, inexpressivos, não deixavam passar sequer um sentimento de raiva – ou quem sabe pena – por aquilo tudo. Ela virou-se para ficar de frente a mim e me olhou nos olhos. Nunca Sophie tinha sido tão doce e ao mesmo tempo tão firme comigo. Disse-me que eu deveria ir conversar com meu pai, o perdoar e aceitar que ele também é uma pessoa e precisava se relacionar novamente. Ela me aconselhou a ir falar pessoalmente com ele, encerrar de vez todo esse “mal entendido” e continuar a vida como se esse episódio nunca tivesse acontecido. Pensei na probabilidade de encontrar com meu pai, com Camille... fui tão infantil que sentia vergonha daquele dia. Preferi ir procura-lo, de qualquer forma, uma hora tinha que enfrentar esse problema. Sugeri que Sophie fosse comigo. Ela concordou e fomos para a minha casa. Louis estava sentado com as mãos na cabeça enquanto Camille lhe abraçava e pedia desculpas. Pierre também estava presente. A conversa foi maravilhosa e ocorreu tudo bem. Sophie pediu permissão para se retirar e foi se dirigindo a rua. Eu acompanhei ela até a porta. Ao nos despedirmos eu lhe agradeci por tudo o que ela tinha feito. A sua resposta atravessou meu coração como uma espada: “- Por um amigo, faria isso mil vezes”. Me beijou no rosto e se retirou. Colunista: James Pimentel :D

6 comentários:

Rafa Cullen disse...

ain, que dó... "amigo"... dói quando dizem isso, fato. amando a história, já acompanho a um tempo ^^
beijinhos ;*

Elizeu Soares disse...

Nossa esse capitulo foi bem decisivo não é...
Mas que bom que deu tudo certo no final da converça ...E a amizade está bem perto do amor neh...Tudo pode mudar!
Ah não ero mais os eu nome James.
Fica na paz...

Luan Fernando disse...

Eu gostei do que a Sophie disse, acho que não poderia sido melhor.

Andreza disse...

que dom maravilhoso o de escrever histórias... e a sua está maravilhosa, comecei a ler hj e já vi todos os capítulos, estou esperando por mais =D
parabéns!!!!!!!!!

bj

Rede Revolução Metanóia disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rede Revolução Metanóia disse...

[Benigno aki]nossa , é verdade .. q mico ele pago . haushuas a minina q ele é xonado dano lição d moral pra ele ! huasuh